Oi (OIBR3): Justiça suspende venda da participação na V.tal por R$ 4,5 bilhões

Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

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Publicado em 29/06/2026 às 08:35h Publicado em 29/06/2026 às 08:35h por Elanny Vlaxio
A decisão foi publicada na sexta-feira (26) (Imagem: Shutterstock)
A decisão foi publicada na sexta-feira (26) (Imagem: Shutterstock)
A venda da participação da Oi (OIBR3) na V.tal, avaliada em R$ 4,5 bilhões, foi suspensa por decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A medida concede efeito suspensivo à homologação da proposta vencedora para a alienação da unidade produtiva isolada V.tal, informou a companhia em comunicado ao mercado.
Segundo a Oi, as decisões foram tomadas pelo desembargador relator da 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.  Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado, responsável pela recuperação judicial da companhia, que havia homologado a proposta apresentada em conjunto por BTG Pactual.
“Em análise preliminar, parece insuficiente para a aquisição do bem mais valioso do Grupo Oi. [...] Pode-se concluir que a venda em um valor bem inferior ao previsto no plano e no edital pode acarretar prejuízo para as recuperandas e também aos seus credores”, justifica o magistrado em suas decisões.
A informação chega dias após o investidor Victor Adler e pessoas a ele vinculadas reduzirem sua participação acionária na companhia. Após a operação de alienação, o grupo passou a deter cerca de 7,74% das ações preferenciais de emissão da empresa, equivalente a aproximadamente 0,04% do capital social total. 
Segundo comunicado, Adler e pessoas vinculadas passaram a possuir 122 mil ações preferenciais da Oi, participação que corresponde aos 7,74% das ações dessa classe atualmente detidas pelo grupo. O investidor também informou que a redução da participação não tem como objetivo alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa da companhia. 
Lembrando que a Oi segue em recuperação judicial e registrou prejuízo líquido de R$ 835 milhões no 2° trimestre de 2025. O resultado foi impactado principalmente pela redução do faturamento após a venda das operações de banda larga e TV por assinatura, além do peso das despesas financeiras ligadas à dívida.