Compass (PASS3) cai 7,8% no 1º mês após o IPO e age para movimentar ações
A Compass contratou o BTG como formador de mercado, para elevar liquidez do papel.
Nesta terça-feira (23), a XP Investimentos informou ao mercado que começou a fazer a cobertura da Compass (PASS3). A empresa chegou à bolsa de valores em maio deste ano, quando levantou R$ 3,2 bilhões em investimentos.
A corretora começou a cobrir a companhia já com recomendação de compra. Os analistas projetam um ganho de 50% em relação ao preço atual, por isso fixaram o preço-alvo em R$ 36,70 para o final de 2027.
O relatório publicado nesta manhã destaca que a companhia possui um bom fluxo de caixa, o que traz crescimento acima do custo de capital da Compass. Diante disso, é possível manter uma visão positiva em relação ao ativo recém-chegado ao balcão da B3.
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“A PASS controla e consolida Comgás, Sulgás, Necta e Compagas, ativos premium de distribuição nas regiões mais desenvolvidas do país, com presença populacional e industrial relevante e ainda subpenetrada”, diz o relatório. “Em conjunto, esses ativos representam 48% de market share do segmento de distribuição de gás natural e combinam fluxos de caixa previsíveis com potencial de crescimento ainda não capturado”, continua.
A recomendação da XP chega depois que uma série de bancos e corretoras já haviam apontado uma avenida de crescimento para a nova empresa listada na B3. Itaú BBA, Bradesco BBI, BTG Pactual e JPMorgan também incluíram a Compass em suas carteiras de investimentos, apontando preços-alvo que chegam a R$ 38, como é o caso do BTG.
“Também vemos potencial para uma eventual fusão das concessões da Necta e da Comgás, o que poderia destravar novas oportunidades de crescimento para acelerar o capex nessas concessões ao longo do tempo. Com um EBITDA recorrente de R$ 4,4 bilhões e alta conversão em FCF, esses ativos oferecem uma base de fluxos de caixa previsíveis que pode sustentar dividendos ao mesmo tempo em que a Compass continua crescendo”, escrevem os analistas Raul Cavendish, Regis Cardoso e Bruno Vidal.
A Compass contratou o BTG como formador de mercado, para elevar liquidez do papel.
A empresa é especializada na exploração de gás natural e fez IPO na bolsa de valores brasileira em maio de 2026.