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CSN (CSNA3) está avançando no processo de venda da CSN Cimentos, um negócio avaliado em até R$ 15 bilhões.
🧾 A companhia siderúrgica colocou a sua divisão de cimentos à venda em janeiro, com o objetivo de levantar recursos para reduzir o endividamento. Nesta segunda-feira (10), confirmou o recebimento de propostas vinculantes pela subsidiária.
De acordo com a CSN, as propostas estão em fase de análise e o processo segue em linha com o cronograma estipulado, que prevê a assinatura do contrato ainda em 2026.
A empresa não deu detalhes das propostas recebidas, mas notícias indicam que havia ao menos quatro companhias interessadas no ativo até a semana passada: as brasileiras Votorantim e Polimix, a italiana Cementir e a chinesa Huaxin.
⚖️ Vale ressaltar que o negócio ainda precisará passar pelo crivo dos órgãos reguladores caso a CSN decida seguir com alguma dessas propostas.
De acordo com a Genial Investimentos, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) poderia inclusive impor algumas condições ao negócio, já que a CSN Cimentos tem posição dominante em algumas regiões, especialmente no Nordeste.
Negócio de R$ 15 bi
A CSN Cimentos é o principal ativo não-core da Companhia Siderúrgica Nacional e deve ser integralmente vendida nessa operação.
💲 A divisão registrou uma receita líquida de R$ 4,9 bilhões e um Ebitda ajustado de aproximadamente R$ 1,3 bilhão em 2025. Além disso, possui projetos de expansão em estágio avançado.
Por isso, a CSN espera levantar cerca de R$ 15 bilhões com a venda do controle da CSN Cimentos, segundo a "Bloomberg". O recurso deve ser usado para abater a dívida da empresa, que já supera os R$ 50 bilhões.
Na avaliação da Genial Investimentos, o negócio pode resolver o principal problema estrutural da companhia: as despesas financeiras que consomem cerca de 45% do Ebitda consolidado e mantêm o fluxo de caixa livre ajustado no vermelho.
"Com alavancagem caindo para o intervalo de 2,8-3,2x Est. (de 3,4x), a CSN deverá desbloquear capital para acelerar a expansão do segmento de mineração, onde as perspectivas de retorno são superiores", acrescentou o analista Luca Vello.
Outras vendas
Ainda assim, a CSN Cimentos não é o único ativo da CSN que está à venda.
A companhia também pretende vender uma participação relevante na CSN Infraestrutura ainda em 2026. Além disso, avalia alternativas e/ou parcerias para a CSN Siderurgia.
Com esse
plano, o objetivo é levantar de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões -o suficiente para derrubar a alavancagem para menos de 2x, segundo os cálculos da CSN.
Já a
CSN Mineração (CMIN3) deve continuar no portfólio, pois é vista como um ativo de "alta performance" e também como a "principal avenida de crescimento do grupo".