Neoenergia (NEOE3) sai de vez de Dardanelos e antecipa R$ 400 mi em caixa

A elétrica assinou contrato para vender sua fatia de 25% na Brasil Hidro, dona da usina Dardanelos, por R$ 93,5 milhões.

Author
Publicado em 28/10/2026 às 21:13h Publicado em 28/10/2026 às 21:13h por Matheus Silva
Quem leva a fatia é a Dardanelos Itaú Asset (Imagem: Divulgação/Neoenergia)
Quem leva a fatia é a Dardanelos Itaú Asset (Imagem: Divulgação/Neoenergia)
⚡ A Neoenergia (NEOE3) deu mais um passo na reorganização de seu portfólio de geração de energia. 
A companhia assinou contrato para vender sua participação de 25% na Brasil Hidro Participações, empresa que detém a Energética Águas da Pedra (EAPSA), controladora da Usina Hidrelétrica Dardanelos, localizada em Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28).
Acompanhe todas as notícias pelo celular! Baixe o app
Quem leva a fatia é a Dardanelos Itaú Asset, companhia associada a fundos de investimento sob gestão da Itaú Asset Management. 
A transação foi fechada em R$ 93,5 milhões, valor que ainda será atualizado monetariamente até a conclusão do negócio.

Contrato inclui quitação de empréstimo de R$ 265,8 mi

A venda da participação não é o único componente do acordo. O contrato prevê também a quitação integral de um empréstimo concedido pela Elektro Renováveis, subsidiária da Neoenergia, à Hidro Participações. 
O saldo da dívida soma R$ 265,8 milhões e também será corrigido até o fechamento da operação.
Somados os dois movimentos, a Neoenergia estima uma antecipação de caixa de aproximadamente R$ 400 milhões.

Companhia encerra exposição à usina Dardanelos

Com a operação, a Neoenergia deixa completamente a UHE Dardanelos, concluindo um processo de desinvestimento que vinha sendo conduzido nos últimos anos. 
A companhia afirmou que a venda segue sua estratégia de rotação de ativos, voltada à otimização do portfólio, à geração de valor e à disciplina na alocação de capital.
💲 A efetivação da venda está condicionada ao cumprimento de condições precedentes. Entre elas estão a aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e dos agentes financiadores da EAPSA. Até que essas etapas sejam concluídas, a operação não está finalizada.