O
Mercado Livre (MELI34) reportou lucro líquido de US$ 417 milhões no primeiro trimestre do ano (
1T26), recuo de -15,6% ante igual período de 2025, conforme resultados divulgados nesta quinta-feira (7).
“Estamos dispostos a sacrificar esses lucros de curto prazo porque acreditamos que a oportunidade vale a pena”, disse o diretor de relações com investidores do Mercado Livre, Leandro Cuccioli, logo após a divulgação dos resultados.
A lucratividade da varejista argentina acabou desapontando as projeções de analistas, mas isso se deve ao fato de a empresa ter firmado o compromisso de
investir R$ 57 bilhões só no Brasil ao longo de 2026, país responsável por 53% das receitas da companhia. Trata-se do segundo trimestre consecutivo de menor lucro comparativo.
Por sua vez, a receita consolidada do Mercado Livre foi de US$ 8,8 bilhões no 1T26, crescimento de +49% na comparação anual. Vale recordar que a empresa também oferece serviços financeiros aos seus clientes por meio do Mercado Pago.
Com o foco do Mercado Livre em promover o frete grátis e entregas mais rápidas aos clientes, os custos unitários de frete no Brasil caíram 17% na base anual, graças ao posicionamento estratégico da varejista como inquilina nos
maiores fundos imobiliários de logística do país.
Falando do Mercado Pago, que oferece
CDBs pagando até
140% do CDI em condições específicas, a plataforma somava 83 milhões de usuários ativos mensais ao final do 1T26, crescimento de +29% na comparação com o mesmo período de 2025, com números de clientes encabeçados por Brasil e México.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido US$ 1 mil em
Mercado Livre (MELI) há dez anos, hoje você teria US$ 14.544,95, já considerando o reinvestimento dos
dividendos em dólar. A simulação também aponta que o
ETF VOO, que investe nas 500 maiores empresas dos Estados Unidos, teria entregue US$ 3.572,46 nas mesmas condições.