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Fertilizantes Heringer (FHER3) registrou lucro líquido de R$ 14,6 milhões no primeiro trimestre do ano (
1T26), queda de -75,5% ante o saldo de R$ 59,5 milhões apurado em igual período de 2025, conforme resultados divulgados nesta sexta-feira (8).
Os números mais fracos da distribuidora brasileira de fertilizantes e agrodefensivos coincidem com o período de fechamento do Estreito de Ormuz no Oriente Médio, região responsável por grandes reservas de enxofre, matéria-prima essencial para a fabricação de fertilizantes utilizados no
agronegócio nacional.
Só o volume de fertilizantes entregues pela
FHER3 no 1T26 foi de 202 mil toneladas, bem inferior ao montante de 358 mil toneladas há um ano. A queda foi mais acentuada no chamado fertilizante convencional, cuja entrega cedeu de 305 mil toneladas para apenas 154 mil toneladas, enquanto produtores rurais preferiram migração a produtos de maior valor agregado.
A receita líquida da companhia totalizou R$ 525,3 milhões no 1T26, baixa de -42% na comparação anual, fora que o Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) teve saldo negativo de R$ 4,1 milhões no 1T26, revertendo o saldo positivo de R$ 3,5 milhões há um ano.
Por sua vez, a Fertilizantes Heringer encerrou o 1T26 com fluxo de caixa livre de R$ 81,2 milhões, graças à redução nas contas do ativo, na faixa de R$ 391,3 milhões, por conta de fornecedores e adiantamento de clientes.
A representante do agronegócio brasileiro teve investimento líquido de R$ 3,9 milhões no 1T26, composto por obras para adequação das unidades, entre outras iniciativas.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Fertilizantes Heringer (FHER3) há dez anos, hoje você teria R$ 2.656,10, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.610,70 nas mesmas condições.