Justiça nega ação do Santander contra recuperação judicial da Ambipar (AMBP3)

A Justiça negou o mandado do Santander contra Ambipar, enquanto credores acusam empresa de “forum shopping” ao escolher sede no Rio para RJ.

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Publicado em 07/11/2025 às 19:07h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 07/11/2025 às 19:07h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Matheus Silva
Segundo os credores, trata-se de uma “manobra de forum shopping” (Imagem: Shutterstock)
Segundo os credores, trata-se de uma “manobra de forum shopping” (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) rejeitou um mandado de segurança impetrado pelo Santander Brasil (SANB11) no processo de recuperação judicial da Ambipar (AMBP3). 
A decisão foi proferida pelo desembargador Luiz Eduardo C. Canabarro, que considerou improcedente a alegação de omissão do desembargador Mauro Pereira Martins no julgamento de um pedido de efeito suspensivo em agravo interno.
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Segundo Canabarro, não houve qualquer irregularidade processual ou omissão deliberada por parte da relatoria, e o mandado de segurança só se justificaria diante de prova inequívoca de violação de direito líquido e certo, o que não ficou demonstrado. Com isso, o processo foi encerrado sem análise do mérito. O Santander preferiu não comentar a decisão. Já o caso segue cercado de polêmicas.

Credores questionam “forum shopping” da Ambipar

Os principais credores da Ambipar, Banco ABC Brasil (ABCB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander, Sumitomo Mitsui e Itaú Unibanco (ITUB4), apresentaram petição alegando que a empresa manipulou o local de abertura da recuperação judicial, ao indicar como sede o Rio de Janeiro, embora o centro decisório e operacional da companhia esteja em São Paulo e Nova Odessa.
O grupo acusa a empresa de ter atualizado o endereço no site institucional apenas dias antes de entrar com uma medida cautelar para suspender cobranças judiciais, beneficiando-se da 3ª Vara Empresarial do Rio. 
Segundo os credores, trata-se de uma “manobra de forum shopping”, prática na qual uma empresa escolhe estrategicamente a jurisdição mais favorável para obter decisões mais brandas ou protelatórias.
Essa alegação reforça o clima de tensão entre a companhia e o sistema financeiro, elevando o risco jurídico e reputacional no processo.

O que está em jogo

A Ambipar, que atua com gestão ambiental e resposta a emergências, enfrenta dificuldades para administrar sua alavancagem financeira após um ciclo agressivo de aquisições. 
A tentativa de conduzir a recuperação judicial no Rio de Janeiro é vista como uma estratégia defensiva para ganhar tempo e margem de negociação com os credores.
📊 O desfecho sobre a jurisdição definitiva ainda pode ser objeto de novos recursos, e o comportamento da Justiça fluminense será observado com atenção tanto por investidores quanto por instituições financeiras, dado o risco de jurisprudência em casos semelhantes.