A decisão foi proferida pelo desembargador Luiz Eduardo C. Canabarro, que considerou improcedente a alegação de omissão do desembargador Mauro Pereira Martins no julgamento de um pedido de efeito suspensivo em agravo interno.
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Segundo Canabarro, não houve qualquer irregularidade processual ou omissão deliberada por parte da relatoria, e o mandado de segurança só se justificaria diante de prova inequívoca de violação de direito líquido e certo, o que não ficou demonstrado. Com isso, o processo foi encerrado sem análise do mérito. O Santander preferiu não comentar a decisão. Já o caso segue cercado de polêmicas.
Credores questionam “forum shopping” da Ambipar
O grupo acusa a empresa de ter atualizado o endereço no site institucional apenas dias antes de entrar com uma medida cautelar para suspender cobranças judiciais, beneficiando-se da 3ª Vara Empresarial do Rio.
Segundo os credores, trata-se de uma “manobra de forum shopping”, prática na qual uma empresa escolhe estrategicamente a jurisdição mais favorável para obter decisões mais brandas ou protelatórias.
Essa alegação reforça o clima de tensão entre a companhia e o sistema financeiro, elevando o risco jurídico e reputacional no processo.
O que está em jogo
A Ambipar, que atua com gestão ambiental e resposta a emergências, enfrenta dificuldades para administrar sua alavancagem financeira após um ciclo agressivo de aquisições.
A tentativa de conduzir a recuperação judicial no Rio de Janeiro é vista como uma estratégia defensiva para ganhar tempo e margem de negociação com os credores.
📊 O desfecho sobre a jurisdição definitiva ainda pode ser objeto de novos recursos, e o comportamento da Justiça fluminense será observado com atenção tanto por investidores quanto por instituições financeiras, dado o risco de jurisprudência em casos semelhantes.