Quem olhava para as maiores altas do
Ibovespa nesta segunda-feira (27) se deparava com os frigoríficos dominando a cena: as ações da
MBRF Global Foods (MBRF3) avançavam +6,54%, ao passo que os papéis da
JBS (JBSS32) deslanchavam +10,98%. E tem noticiário para tanto.
A decisão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) em retomar as compras de gado do México, após mais de um ano da fronteira fechada por conta da ameaça de doenças na carne bovina, traz um alívio temporário às gigantes brasileiras.
Vale contextualizar que 33% das receitas totais da JBS são geradas a partir de sua divisão bovina na América do Norte, enquanto quase 50% dos números da MBRF são resultado direto também de seus negócios com gado nos EUA.
Todavia, o mercado de abate bovino nos EUA enfrenta um período crítico de margens baixas, justamente por conta da escassez de animais no país, um movimento até que cíclico na pecuária de corte, mas que em 2026 registra um dos piores momentos dos últimos anos.
Por isso, a retomada das importações de gado mexicano aos EUA, a partir do próximo dia 24 de agosto, através do porto de Douglas, no Arizona, deve diminuir a pressão sobre o rebanho americano, beneficiando ainda que marginalmente os negócios da JBS e MBRF.
Na visão de analistas do Bradesco BBI, as ações da JBSS32 têm mais potencial para se valorizar neste cenário, já que o frigorífico tem mais exposição operacional no Arizona, a principal porta de entrada do gado mexicano nos EUA. A continuidade da recuperação dos frigoríficos brasileiros, no entanto, dependerá do destravamento de mais portos nos EUA ao mercado bovino mexicano.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
JBS (JBSS32) há 12 meses, hoje você teria R$ 836,46, ao passo que
MBRF Global Foods (MBRF3) teria entregue R$ 783,17. Já o
Ibovespa teria retornado R$ 1.303,45.