Os brasileiros retiraram mais de R$ 10,5 bilhões da caderneta de poupança apenas em agosto de 2026.
💸 De acordo com o BC (Banco Central), os depósitos na poupança somaram R$ 357,65 bilhões no mês. Já os saques totalizaram R$ 368,22 bilhões. O resultado foi uma retirada líquida de R$ 10,57 bilhões.
Este foi o maior resgate líquido para o mês dos últimos quatro anos, além do terceiro pior desempenho mensal da poupança neste ano.
Em 2026, a caderneta só registrou entrada líquida de recursos em maio. Por isso, a poupança já acumula uma saída líquida de R$ 57 bilhões no ano.
Já o estoque de recursos aplicados na caderneta diminuiu de R$ 1,022 trilhão para R$ 1,016 trilhão nesse período.
Veja o saldo da poupança em 2026:
- Janeiro: R$ -23,5 bi;
- Fevereiro: R$ -6,6 bi;
- Março: R$ -11,1 bi;
- Abril: R$ -0,47 bi;
- Maio: R$ +2,6 bi;
- Junho: R$ -0,23 bi;
- Julho: R$ -7,1 bi;
- Agosto: R$ -10,5 bi;
- Total: R$ -57,0 bi.
O que explica a fuga da poupança?
A retirada de recursos da poupança ocorre em um momento de endividamento recorde das famílias brasileiras, mas também em meio à busca de investimentos que oferecem um retorno mais atrativo.
💲 O rendimento da poupança fica travado em 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial) sempre que a
Selic está acima de 8,5%. Por isso, a caderneta tem rendido cerca de 0,67% ao mês ou 8,5% ao ano.
Enquanto isso, outras aplicações de
renda fixa chegam a oferecer retornos de 1% ao mês (ou até mais), já que a Selic está batendo 14% ao ano. O
Tesouro Selic 2031, por exemplo, entregou uma valorização de 1,17% em agosto.
No mês passado, também foi possível garimpar ganhos maiores que o da poupança em investimentos mais arrojados como o
Bitcoin (BTC) e o
ouro.
📊 Não à toa, a poupança ficou de fora dos investimentos preferidos dos brasileiros no 2026,
confira o ranking.
De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a poupança também já não é mais a aplicação com maior volume de recursos aplicados no país.