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Itaú Unibanco (ITUB4) deu mais um passo na simplificação de sua estrutura ao aprovar, em assembleia geral extraordinária realizada na terça-feira (28), a incorporação do Itaucard. A medida faz parte de uma reorganização societária voltada ao ganho de eficiência operacional e à racionalização das atividades do conglomerado.
A proposta contou com amplo apoio dos acionistas, reunindo aprovação de 92,28% das ações ordinárias da companhia. Com a operação, todo o patrimônio líquido do Itaucard, avaliado em R$ 51,9 milhões com data-base de 31 de dezembro de 2025, será absorvido pelo Itaú Unibanco Holding.
Segundo a empresa, incorporação não implicará aumento de capital nem emissão de novas ações. Na prática, o Itaucard será extinto após a conclusão do processo, com a transferência integral de seus ativos, passivos, direitos e obrigações para o banco. A efetivação da operação ainda depende de aprovação do Banco Central do Brasil.
Segundo o Itaú, a iniciativa está alinhada à estratégia de buscar sinergias e otimizar estruturas, movimento que já vinha sendo desenhado desde 2022, quando boa parte das operações do Itaucard foi gradualmente incorporada por outras empresas do grupo.
Novo economista chefe do Itaú
O Itaú também anunciou uma mudança relevante em sua área de Pesquisa Econômica, com a definição de um novo nome para liderar as análises macroeconômicas da instituição. A partir de 1º de julho, Diogo Guillen assume como economista-chefe do banco. Ele substituirá Mário Mesquita, que ocupa a posição desde julho de 2016.
Guillen é formado pela PUC-Rio e doutorado pela Universidade de Princeton. Entre 2022 e 2025, atuou como diretor de Política Econômica do Banco Central do Brasil, além de já ter integrado anteriormente a área econômica da Asset do próprio Itaú, entre 2015 e 2021.