Ao ter debêntures em carteira, o investidor está, na verdade, emprestando o seu dinheiro diretamente a uma companhia, normalmente com a promessa de receber juros compostos bem maiores que os ofertados pelo
Tesouro Direto ou mesmo os
títulos bancários cobertos pelo FGC.
Segundo o levantamento, o saldo de debêntures no mercado primário foi de R$ 7,4 bilhões no mês passado, bem inferior ao montante de R$ 19,1 bilhões que as companhias angariaram dos investidores de renda fixa em março de 2026.
Apenas as
debêntures incentivadas, títulos de renda fixa isentos ao financiarem projetos de infraestrutura, viram suas emissões declinarem de R$ 21,5 bilhões para apenas R$ 7,9 bilhões, respectivamente.
Coincidentemente, o mercado financeiro foi bombardeado recentemente pelos pedidos de recuperação extrajudiciais voluptuosos da
Raízen (RAIZ4) e do
Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), que provocaram o aumento das taxas e derrubaram os preços dos títulos na marcação a mercado.
Também é destaque no relatório a queda das negociações de debêntures no mercado secundário de renda fixa, justamente o ambiente das prateleiras das corretoras de valores. O volume ficou em R$ 113,6 bilhões em abril de 2026, queda de -17,2% ante o mês anterior.
Por ora, a remuneração média das debêntures gira em torno de
CDI+ 1,12% ao ano, o que coloca esse tipo de renda fixa, pela primeira vez desde maio de 2025, acima das taxas de referência oferecidas pelos títulos públicos no Tesouro Direto.