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Hypera (HYPE3) registrou lucro líquido de R$ 346,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 141,1 milhões do mesmo período do ano anterior, informou a companhia na noite desta terça-feira (28).
A receita líquida somou R$ 2,01 bilhões, alta de 86,7% na comparação anual, com efeito relevante de base, já que o primeiro trimestre de 2025 havia sido impactado pelo processo de otimização de capital de giro, que reduziu as vendas naquele período.
"A receita líquida alcançou R$ 2,01 bilhões no 1T26, um crescimento de 86,7% sobre o mesmo período do ano anterior. Esse crescimento reflete principalmente o impacto negativo nas vendas decorrente do processo de otimização de capital de giro registrado no 1T25", afirmou a companhia.
Sell-out cresce 9,4% e supera as categorias em que a Hypera atua
A dinâmica operacional foi puxada pelo avanço do sell-out, indicador que mede as vendas efetivas das farmácias ao consumidor final, e não apenas o volume distribuído pela indústria.
No trimestre, o indicador cresceu 9,4%, superando em 1,5 ponto percentual o crescimento das categorias em que a Hypera atua, com destaque para antigripais, gastroenterologia e cardiologia.
"O crescimento recente do sell-out é consequência principalmente dos lançamentos recentes de novos produtos, da intensificação dos investimentos em marketing e da nova metodologia de acompanhamento do desempenho por região, centro de distribuição e SKU", disse a empresa.
Margem bruta de 60% ainda não captura reajuste da CMED
O lucro bruto atingiu R$ 1,2 bilhão, alta de 137,2%, com margem de 60%, avanço de 12,8 pontos percentuais na comparação anual.
A Hypera destacou que a margem ainda não capturou o reajuste de preços autorizado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), que passou a valer apenas no início do segundo trimestre.
O Ebitda das operações continuadas ficou em R$ 586,5 milhões, com margem de 29,1%, revertendo o resultado negativo de um ano antes.
Na linha financeira, o resultado foi negativo em R$ 226,4 milhões, piora de R$ 31,2 milhões na base anual, pressionado pelo aumento das despesas com juros diante de uma Selic mais elevada.
Dívida cai 17,8% com aporte de capital de R$ 1,5 bi
A geração de caixa seguiu positiva, com fluxo de caixa livre de R$ 367,8 milhões, alta de 5,6%. A dívida líquida encerrou março em R$ 6,3 bilhões, queda de 17,8% frente ao fim de 2025, equivalente a 2,2 vezes o Ebitda dos últimos 12 meses.
A redução foi impulsionada pelo aumento de capital de R$ 1,5 bilhão realizado ao longo do período.