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Gerdau (GGBR4) subiu levemente na avaliação da Fitch, diante da possibilidade de uma melhora no perfil dos seus negócios e na rentabilidade.
📈 A Fitch revisou a perspectiva do rating da Gerdau, de estável para positiva, nesta quinta-feira (2). Além disso, reafirmou a nota de crédito da companhia em BBB, o que indica uma boa qualidade de crédito.
"A Perspectiva Positiva reflete possíveis avanços, a curto prazo, no perfil de negócios da Gerdau –posição de mercado, diversificação e qualidade dos ativos – e em sua rentabilidade", explicou.
De acordo com a agência de classificação de risco, essa avaliação se sustenta pela presença mais sólida da empresa na América do Norte e pela recuperação de suas atividades no Brasil.
Os sinais positivos da Gerdau
⚒️ A Gerdau conta com uma forte demanda na América do Norte, graças à procura por aços longos nos setores de data centers, energia solar e infraestrutura. Além disso, tem conseguido manter preços elevados nesse mercado, diante das tarifas à importação de aço impostas pelos Estados Unidos.
No Brasil, os preços do aço longo também começaram a dar sinais de recuperação, depois que o governo agiu para conter a importação excessiva do material. E a Fitch acredita que cerca de 10% da carteira da Gerdau ganhará com isso.
"Um posicionamento mais forte na América do Norte, maior rentabilidade no Brasil, medidas comerciais favoráveis e sinergias de custos devem impulsionar o EBITDA e a geração de FCF (fluxo de caixa livre)", avalia.
A agência ainda projeta uma contínua busca por redução de custos, ao lado de investimentos em modernização e inteligência artificial para melhorar a eficiência.
As projeções da Fitch
💲 Diante desse cenário,a Fitch projeta um Ebitda de R$ 11,8 bilhões para a Gerdau em 2026, com uma margem Ebitda de aproximadamente 17%.
A estimativa aponta para um crescimento dos resultados da empresa, que registrou um Ebitda ajustado de R$ 10 bilhões em 2025, com uma margem de 14,4%.
Ainda assim, a expectativa da Fitch é de que a Gerdau mantenha uma postura conservadora em relação à remuneração dos acionistas e a movimentos de fusões e aquisições significativas.
Vale lembrar, porém, que a política de
dividendos da companhia garante a distribuição de ao menos 30% do lucro líquido do exercício para os acionistas.