De Visa a Berkshire: B3 inclui mais de 160 ativos no mercado a termo

Operações desta categoria movimentaram quase R$ 23 milhoes no ano passado.

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Publicado em 17/08/2026 às 12:44h Publicado em 17/08/2026 às 12:44h por Wesley Santana
Visa é uma das maiores operadoras de cartões do mundo (Imagem: Shutterstock)
Visa é uma das maiores operadoras de cartões do mundo (Imagem: Shutterstock)

A B3 informou que incluiu, nesta segunda-feira (17), mais de 160 ativos para negociação no Mercado a Termo. A lista inclui 99 fundos imobiliários e 65 BDRs não patrocinados, que são ações de empresas negociadas no exterior.

Também conhecido como hedge, o Mercado a Termo funciona como um contrato entre duas partes com garantia em um valor futuro. Com ele, é possível negociar um ativo com liquidez em um prazo definido na hora da transação.

“É uma ferramenta que amplia as possibilidades de planejamento do investidor. O mercado a termo pode ser utilizado tanto para uma visão direcional sobre determinado ativo quanto como parte de estratégias mais sofisticadas de proteção, financiamento ou gestão de caixa. E, como toda operação que envolve exposição a mercado e garantias, é importante que o investidor conheça bem o funcionamento do produto e avalie sua adequação ao próprio perfil”, explica Renato Munhoz, gerente de produtos de Equities da B3.

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Esse tipo de contrato já é tradicional na B3 e, só no ano passado, movimentou R$ 22,9 bilhões. No entanto, ele era bastante restrito, com apenas 20 FIIs e 14 BDRs.

A lista de novos ativos incluiu nomes de peso das bolsas estrangeiras, como: Berkshire Hathaway, Coca-Cola, Disney, Goldman Sachs, JP Morgan Chase, Micron Technology, Oracle, Palantir Technologies, Taiwan Semiconductor e Visa. Também traz tickers importantes do mundo imobiliário, como: BRCO11, GGRC11, GSFI11, IRIM11, KNSC11, MCCI11 e PMLL11.

“A ampliação do número de ativos disponíveis no mercado a termo da B3 oferece ao investidor mais possibilidades para negociar de acordo com seus objetivos e com o momento de mercado. A entrada de novos FIIs e BDRs traz ainda mais alternativas de exposição ao mercado imobiliário e internacional, utilizando uma modalidade que permite combinar diferentes horizontes e estratégias”, afirma Munhoz.