Genial vê desconto relevante em Iguatemi (IGTI11) e recomenda compra

Corretora destaca portfólio premium e crescimento de receitas da administradora de shoppings

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Publicado em 20/05/2026 às 17:51h Publicado em 20/05/2026 às 17:51h por Wesley Santana
Shopping de Brasília passa por obras de expansão para ganhar novas lojas (Imagem: Divulgação)
Shopping de Brasília passa por obras de expansão para ganhar novas lojas (Imagem: Divulgação)

A Genial Investimentos informou nesta quarta-feira (20) que incluiu a Iguatemi (IGTI11) em sua cobertura. A empresa já chega com um potencial de valorização de 30% e como destaque do setor de shoppings.

Para os analistas da corretora, a empresa pode alcançar um preço de R$ 36 nas suas ações. Atualmente, os papéis são negociados em pouco mais de R$ 26,50, conforme dados da B3.

A tese de análise se fundamenta na qualidade dos ativos, já que a companhia tem um portfólio premium, voltado ao público de alta renda. A corretora estima um crescimento médio de 2,8% ao ano nos aluguéis.

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“A companhia negocia a um desconto relevante frente à qualidade de seus ativos e ao seu poder de geração de valor aos lojistas, ainda não plenamente refletidos no valuation. Nesse contexto, acreditamos que o portfólio premium sustenta ganhos reais de aluguel acima da inflação, impulsionados pela elevada produtividade dos lojistas”, analisa João Caldas, responsável pela área de Real Estate.

Eles ainda destacam que a companhia tem se movimentado para obter receitas muito além do modelo tradicional. Ressaltam, por exemplo, os projetos Iguatemi 365 e iniciativas de i-Retail, que vêm apresentando retornos atrativos nos últimos trimestres.

“Paralelamente, projetos multiuso, como o Casa Figueira, em Campinas, permitem qualificação dos ativos e expansão com menor intensidade de capital. Em conjunto, esses vetores contribuem para os resultados sem comprometer o balanço, com a companhia mantendo Dívida Líquida/EBITDA de 1,33x (LTM no 1T26)”, escrevem os analistas.

O relatório publicado hoje ainda separa uma parte para mostrar aos investidores por que, em uma disputa com os fundos imobiliários, as administradoras de shoppings podem sair na frente. Isso porque há mais possibilidades para levantamento de dívidas por causa da retenção do caixa gerado.

“Diferente dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), as operadoras de shoppings listadas possuem maior flexibilidade operacional e estrutural para se posicionarem em uma indústria que exige inovação constante. Enquanto o regime tributário dos FIIs impõe a distribuição de, no mínimo, 95% dos lucros em regime de caixa, limitando drasticamente a retenção de capital para CAPEX, as companhias conseguem reter fluxo para revitalizações e expansões estratégicas”, finaliza.