O ano começou com muita volatilidade na Bolsa, devido às variações do cenário geopolítico e das projeções econômicas, para não falar da corrida eleitoral.
Com isso, as
ações listadas na B3 já registraram fortes altas e baixas em 2026, oscilando de acordo com o humor do mercado e os seus próprios balanços.
Resultado: Os investidores de ações brasileiras tiveram a oportunidade de lucrar até 70%, mas também podem ter sofrido prejuízos de até 73% no acumulado dos quatro primeiros meses de 2026.
Levantamento da Elos Ayta Consultoria explica que muitas ações listadas estão batendo com folga o retorno de 16% oferecido pelo
Ibovespa nesse período, mas outras não conseguiram chegar nem perto disso.
As maiores altas
⛽ A
Petrobras (PETR3) lidera os ganhos da B3 no acumulado dos quatro primeiros meses de 2026.
Afinal, as ações ordinárias da estatal dispararam 70% e as preferenciais avançaram 61% diante da alta dos preços internacionais do
petróleo, um reflexo da guerra no Oriente Médio.
A alta do barril também impulsionou as ações da
Prio (PRIO3) e da
Ultrapar (UGPA3), já que a primeira é uma grande exportadora de petróleo e a segunda pode usar este momento para vender combustíveis a preços mais elevados.
💰 Porém, nem tudo gira em torno de commodities na B3. O segundo maior ganho do ano é da
JHSF (JHSF3), que já subiu quase 64% em 2026, impulsionada pelo crescimento dos seus negócios, resultados e
dividendos.
Com um portfólio cada vez mais diversificado, a JHSF mais do que dobrou o seu lucro em 2025 e, com isso, adotou uma política de
distribuição mensal de dividendos em 2026. Por isso, caiu de vez no gosto dos investidores e vem batendo recordes sucessivos na B3.
Veja as 10 ações que mais subiram na B3 em 2026, até abril:
- Petrobras (PETR3): 70,14%;
- JHSF (JHSF3): 63,93%;
- Petrobras (PETR4): 61,46%;
- Prio (PRIO3): 60,33%;
- CBA (CBAV3): 48,11%;
- Ultrapar (UGPA3): 43,25%;
- Usiminas (USIM5): 39,33%;
- Natura (NATU3): 36,78%;
- Odontoprev (ODPV3): 36,16%;
- Eneva (ENEV3): 34,19%.
As maiores quedas
🔎 De fato, foram histórias particulares -por vezes, somente agravadas pelo cenário macro- que causaram as maiores baixas da B3 no início deste ano.
Neste caso, o destaque é da
Gafisa (GFSA3), que já cai quase 74% na Bolsa em 2026, pressionada por resultados fracos e pelo aumento da endividamento.
A
Recrusul (RCSL4) vem na sequência, com uma queda de 64% que contrasta com a valorização de 533% registrada pelo papel em 2025.
🏥 A
Oncoclínicas (ONCO3) completa a lista das maiores perdas do ano na B3, com uma desvalorização de quase 40%. Afinal, enfrenta dificuldades para cumprir suas obrigações financeiras e até para manter suas atividades.
A empresa chegou a negociar a venda das suas clínicas para a
Porto (PSSA3) e teve que ir à Justiça pedir proteção contra o vencimento antecipado de dívidas depois que o negócio foi deixado de lado.
Mas outras companhias também amargam quedas de dois dígitos no ano, pressionadas pelo momento dos seus negócios, mas também pelas pressões trazidas pelos juros elevados, pela alta do endividamento e pela disparada do petróleo.
Veja as 10 ações que mais caíram na B3 em 2026, até abril:
- Gafisa (GFSA3): -73,87%;
- Recrusul (RCSL4): -64,23%;
- Oncoclínicas (ONCO3): -39,85%;
- Minerva (BEEF3): -33,50%;
- CSN (CSNA3): -30,31%;
- Smartfit (SMFT3): -25,63%;
- Plano & Plano (PLPL3): -25,62%;
- Totvs (TOTS3): -23,90%;
- Boa Safra (SOJA3): -22,68%;
- Vivara (VIVA3): -22,35%.