A companhia aérea americana Spirit Airlines cancelou todos os seus voos e encerrou as suas operações neste sábado (2), entrando em falência.
⛽ De acordo com a empresa, a decisão se deve aos custos extras trazidos pela disparada do
petróleo durante a guerra no Oriente Médio.
"O aumento súbito e contínuo dos preços dos combustíveis nas últimas semanas não nos deixou alternativa a não ser procurar um encerramento ordenado da empresa", afirmou o CEO, Dave Davis.
Segundo ele, sustentar o negócio nesse cenário "exigia centenas de milhões de dólares adicionais em liquidez que a Spirit simplesmente não possui e não poderia obter".
As tentativas de recuperação
💸 A Spirit Airlines era conhecida pelos voos de baixo custo que há 34 anos oferecia entre os Estados Unidos e mais de 20 destinos na América Latina e no Caribe. Porém, já enfrentava dificuldades financeiras desde a pandemia de covid-19 e viu a situação se agravar com o conflito no Oriente Médio.
A empresa chegou a traçar um plano de reestruturação com seus credores em março e teria discutido um plano de resgate US$ 500 milhões com o governo de Donald Trump, que manifestou a intenção de ajudar a empresa nesta semana. No entanto, não conseguiu chegar a um acordo desta vez.
"Sem financiamento adicional disponível, a Spirit não teve outra escolha senão iniciar este processo de encerramento", afirmou.
O que acontece com os passageiros?
Ao anunciar a falência da Spirit, o CEO agradeceu os esforços do governo americano para tentar preservar os seus empregos e serviços, além da assistência oferecida aos clientes que tiveram os voos cancelados.
A companhia ainda pediu que os seus passageiros não fossem aos aeroportos e se comprometeu a reembolsar aqueles que compraram a passagem com cartão de crédito ou débito.
Já o reembolso de quem usou pontos ou créditos para reservar os voos será definido posteriormente, durante o processo de falência.