⛽ A dívida da
Raízen (RAIZ4) começou a despertar o interesse de novos investidores. O fundo soberano de Abu Dhabi Mubadala e a produtora de etanol de milho FS Fueling Sustainability avaliam comprar créditos hoje nas mãos de credores da companhia, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
De acordo com essas fontes, a FS contratou o Morgan Stanley para assessorá-la em uma eventual aquisição.
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As conversas, porém, estão em estágio preliminar, e não há garantia de que um negócio seja concluído. Morgan Stanley, IG4, FS e Raízen não comentaram o assunto.
O movimento se soma ao de outro personagem que circula em torno da dívida da Raízen. O gestor IG4 Capital chegou a estudar a compra de créditos em volume suficiente para assumir o controle da empresa. Agora, segundo a apuração, o foco da gestora está apenas nas dívidas ligadas à divisão de açúcar e etanol.
Mubadala, FS e IG4 buscam adquirir esses créditos antes que eles sejam convertidos em participação acionária, o que explica a pressa em um momento tão delicado para a companhia.
Credores podem ficar com mais de 80% da Raízen
A conversão faz parte do plano de reestruturação. Controlada pela
Cosan (CSAN3) e pela Shell, a Raízen fechou em março um acordo para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas por meio de um processo extrajudicial.
Como parte do plano, os credores aceitaram transformar parte do que têm a receber em ações, operação que pode lhes garantir mais de 80% do capital da companhia.
Os problemas financeiros se agravaram ao longo do ano, à medida que a posição de caixa se deteriorou e os títulos de dívida sofreram forte desvalorização depois de sucessivos rebaixamentos de classificação de risco.
A empresa atribui a situação a uma combinação de decisões estratégicas malsucedidas, juros elevados e safras mais fracas. Para reduzir a alavancagem, a Raízen também tem acelerado a venda de ativos.
Notícia chega às vésperas de assembleia decisiva
O interesse de novos compradores ocorre a um dia de uma etapa central do processo. A assembleia geral extraordinária e a assembleia especial de preferencialistas que votam o aumento de capital, que pode chegar a R$ 39,8 bilhões, estão marcadas para sexta-feira (30).
Nos últimos dias, a gestora SPX elevou sua participação para 5,25% das ações preferenciais, e a companhia fechou um acordo tributário de R$ 22,4 bilhões com a PGFN e a Receita Federal.
Quem é a FS
📊 A FS está entre as maiores produtoras de etanol de milho do Brasil. Em julho, a empresa recebeu um aporte depois que a Amaggi adquiriu 40% de seu capital, em uma operação que incluiu investimento de US$ 100 milhões por meio de emissão primária de ações.