Fim do lockup da SpaceX (SPCX34) libera venda de ações por investidores; o que muda?

Mercado acompanha possível aumento da oferta de ações e seus impactos na cotação da SpaceX.

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Publicado em 04/08/2026 às 08:59h Publicado em 04/08/2026 às 08:59h por Wesley Santana
SpaceX é uma empresa de exploração espacial fundada por Elon Musk (Imagem: Shutterstock)
SpaceX é uma empresa de exploração espacial fundada por Elon Musk (Imagem: Shutterstock)

Depois de quase dois meses da abertura de capital da SpaceX (SPCX34), nesta semana, chega ao fim o prazo que limitava a venda de ações por parte de alguns acionistas. Desta forma, alguns dos que entraram no negócio durante a operação agora podem deixar a companhia, conforme as regras do IPO.

Essa amarra se chama “lockup” e funciona como uma proteção para o preço das ações no mercado. Com ela, os investidores não podem se desfazer dos papéis logo nas primeiras semanas depois da oferta, na tentativa de evitar uma forte variação dos preços.

Os mais beneficiados pelo fim do prazo são os funcionários da empresa de foguetes, que chegaram a ficar milionários depois de ganharem parte dos papéis. Na prática, eles até tinham o dinheiro, mas não havia liquidez para resgatar os valores até agora.

“Não me sinto confortável em ter grande parte do meu patrimônio líquido concentrado em uma única ação, então meu objetivo é diversificar”, escreveu um ex-engenheiro da SpaceX.

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Agora, o mercado espera entender como as ações vão reagir com o término do lockup. Há casas de análise que esperam uma correção de até 1,5% para os papéis, o que deve acontecer depois da quinta-feira.

Se confirmado, o desempenho dos papéis deve servir como guia para outras companhias que estão projetando chegar à bolsa de valores. A lista inclui nomes como a OpenAI e a Anthropic, empresas que são responsáveis por alguns dos principais sistemas de inteligência artificial do mundo.

Atualmente, as ações da SpaceX operam na faixa de US$ 115, bem distante do valor precificado no IPO. Na operação, cada papel ficou cotado em US$ 160, totalizando US$ 1,8 trilhão em valor de mercado.

Na B3, cada BDR é negociado a R$ 38,50, com baixa de quase 30% desde a listagem. Os ativos chegaram ao balcão brasileiro valendo cerca de R$ 55, segundo informações da B3.

A empresa hoje disputa diretamente com a Meta (M1TA34) e a Tesla (TSLA34) para continuar entre as 10 companhias mais valiosas do mundo. Hoje, seu valuation está em US$ 1,5 trilhão, de acordo com o monitor CoinMarketCap.

Diversos bancos e casas de análise mantêm recomendações de compra para os papéis, com preço-alvo médio de US$ 240. Há quem projete uma valorização de quase 200%, como é o caso do Morgan Stanley, que prevê as ações em US$ 300.