A data-base para o recebimento foi o fim do pregão desta terça-feira (30), e o depósito está programado para 14 de julho. Considerando a cotação atual do fundo, o rendimento equivale a um dividend yield de 1,63% no mês.
A partir de 1º de julho, as cotas passam a ser negociadas na
B3 (B3SA3) na condição ex-dividendos. Investidores que adquirirem o fundo após a data-base não terão direito ao pagamento anunciado.
Operação com agências bancárias gerou TIR acima de 38% para os cotistas
Por trás dos dividendos, o TRXF11 adota uma abordagem que mistura posições de longo prazo com apostas táticas de prazo mais curto, voltadas à geração de ganhos de capital. A estratégia ficou evidente em uma operação recente envolvendo agências bancárias.
No fim do ano passado, o fundo comprou 14 imóveis desse tipo. Poucos meses depois, vendeu 11 unidades, retendo apenas as três consideradas mais atrativas do ponto de vista imobiliário.
Mesmo após a alienação, o fundo permaneceu indiretamente exposto aos ativos vendidos por meio de participação em outro veículo que recebeu as propriedades.
"Essas 11 agências que a gente vendeu, a gente ficou ainda indiretamente como dono delas. A gente fez esse deal, essa compra no final do ano passado e venda agora no começo deste ano, gerando um retorno para o cotista superior a 38%, uma TIR muito boa e excepcional dentro do mercado imobiliário", afirma Raul Lemos, sócio da TRX.
Gestora aposta em capacidade de antecipar tendências
Para a TRX, o próximo ciclo dos
fundos imobiliários será definido pela habilidade de girar portfólios com agilidade, e não apenas pela qualidade dos ativos mantidos em carteira.
"Tem ativos que a gente compra para segurar pelos próximos anos. Tem ativos que a gente vai girar em seis meses. A gente vai buscar assimetrias", comenta Luiz Augusto, sócio da gestora.
Na visão da TRX, o investidor moderno não compra apenas o imóvel em si, mas a competência do gestor em saber quando comprar, quando vender e como antecipar movimentos do mercado.
📈 "O investidor não vai estar comprando apenas o prédio na Faria Lima. Ele vai comprar a capacidade daquele gestor de comprar o prédio na Faria Lima, vender quando tem que vender, girar o portfólio e antecipar tendências", acrescenta Augusto.