Mesmo com a varejista tendo quitado os aluguéis atrasados, a gestão decidiu adotar uma postura mais conservadora diante das incertezas sobre os próximos pagamentos e das ações de despejo que continuam em andamento.
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A estimativa de distribuição, que anteriormente variava entre R$ 0,74 e R$ 0,76 por cota, passou para um intervalo de R$ 0,60 a R$ 0,65 por papel. A nova faixa será considerada a partir dos rendimentos referentes a outubro de 2026.
A revisão leva em conta a situação da Casas Bahia, que está em recuperação judicial, as dúvidas sobre o cumprimento dos próximos compromissos de aluguel e a continuidade das disputas judiciais envolvendo os imóveis, diz a gestora em comunicado.
Casas Bahia quitou aluguéis, mas ações de despejo continuam
A redução da projeção ocorreu mesmo após a Casas Bahia regularizar o aluguel atrasado de um imóvel localizado em São José dos Pinhais, no Paraná. Em 28 de outubro, a varejista pagou R$ 1,43 milhão referente à locação de setembro, além de R$ 142,9 mil em multa por atraso. Com isso, o HSLG11 recebeu aproximadamente R$ 1,57 milhão.
O mesmo cenário envolve outro imóvel ocupado pela Casas Bahia, em Contagem, Minas Gerais. Nesse caso, a varejista pagou o aluguel em atraso em 14 de outubro. O valor, de R$ 2,87 milhões, foi acrescido de R$ 57,5 mil em multa, totalizando R$ 2,93 milhões.
Assim como no empreendimento paranaense, o pagamento não interrompeu a ação de despejo relacionada ao galpão mineiro. O HSLG11 informou que a quitação também aconteceu depois do ajuizamento do processo.
Vale citar que, de acordo com o relatório gerencial mais recente, a Casas Bahia responde por cerca de 30,7% da receita de aluguel contratada do HSLG11. Desse total, 27,4% vêm de contratos de locação direta e 3,3% correspondem à receita de áreas sublocadas à companhia.