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fundo imobiliário VGIR11 anunciou uma nova distribuição de rendimentos aos cotistas. O fundo vai pagar R$ 0,13 por cota em 20 de outubro de 2026, valor referente aos resultados obtidos em setembro.
Considerando a cotação de R$ 9,65 registrada no fechamento de setembro, o provento corresponde a um
dividend yield mensal de aproximadamente 1,35%.
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O indicador mostra quanto o investidor recebe em rendimentos em relação ao preço pago pela cota, e um retorno acima de 1% ao mês coloca o fundo em um patamar elevado de distribuição.
Quem tinha cotas até 13 de outubro garante o pagamento
Têm direito ao rendimento os investidores que possuíam cotas do VGIR11 até o fechamento do pregão de 13 de outubro de 2026, data definida como referência para a distribuição. Quem comprou cotas depois dessa data de corte não participa do pagamento anunciado para este mês.
Os valores serão depositados automaticamente nas contas dos cotistas elegíveis, por meio das corretoras, conforme o calendário informado pela administração do fundo. O montante recebido por cada investidor será proporcional à quantidade de cotas mantidas na data-base.
Para pessoas físicas, os rendimentos do VGIR11 são isentos de Imposto de Renda, desde que cumpridos os requisitos previstos na legislação vigente para fundos imobiliários.
Por trás da distribuição está uma carteira concentrada em crédito imobiliário. O VGIR11 investe em
CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), títulos de renda fixa lastreados em créditos do setor imobiliário, como financiamentos e pagamentos ligados a empreendimentos.
Em agosto de 2026, a gestão do fundo destinou R$ 215,8 milhões à compra de CRIs, distribuídos em seis operações. Desse conjunto, quatro ativos passaram a integrar a carteira pela primeira vez.
As aquisições reforçaram a estratégia do fundo de manter exposição concentrada em crédito imobiliário, especialmente em operações ligadas ao segmento residencial.
Barra da Tijuca concentra R$ 180 milhões das aquisições
A maior parte dos recursos aplicados no mês, R$ 180 milhões, foi direcionada a quatro séries de CRIs relacionadas a empreendimentos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Os títulos estão vinculados à incorporadora Carvalho Hosken, que atua no mercado imobiliário de alto padrão.
Essas operações têm remuneração contratada entre
CDI mais 4,5% e CDI mais 6% ao ano. Para reduzir o risco do investimento, os papéis contam com garantias que incluem terrenos, recebíveis de permutas imobiliárias e avais.
Tecnisa e Tutoia ganham peso, e Francisco Morato deixa a carteira
Além dos recebíveis da Carvalho Hosken, o VGIR11 ampliou suas posições em dois CRIs que já faziam parte do portfólio, o Tecnisa 573E e o Tutoia.
Ao mesmo tempo, o fundo também recebeu dinheiro de volta. Ao longo de agosto, a carteira registrou R$ 13,7 milhões em amortizações ordinárias e extraordinárias, que são os pagamentos de parte do valor principal dos títulos.
Desse total, R$ 7,9 milhões vieram da liquidação integral do CRI Francisco Morato, que deixou de compor os investimentos do fundo.
A gestão manteve o ritmo de investimentos no mês seguinte. Em setembro de 2026, o VGIR11 fez aplicações adicionais de R$ 8,3 milhões para ampliar a participação em três CRIs que já integravam a carteira.
📊Essas operações foram divulgadas como atualizações posteriores à posição patrimonial detalhada no relatório referente a agosto.