Nem todo investidor está disposto a tocar 100% de sua carteira por conta própria e acaba recorrendo aos gestores profissionais para tomar as melhores decisões sobre o seu patrimônio. Tanto que a
indústria de fundos de investimento acumula captação líquida positiva de R$ 251,7 bilhões nos nove primeiros meses de 2026, conforme os dados mais recentes divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Mesmo com a
taxa Selic em trajetória de queda, os
fundos de renda fixa continuam sob forte demanda e ostentam captação líquida de R$ 136,1 bilhões no período. Em termos de rentabilidade, a categoria entregou, em média, +10,5% de valorização entre janeiro e setembro. O recorte da Anbima considera os
fundos de renda fixa que investem em títulos públicos, como os presentes no Tesouro Direto.
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Agora são os
fundos de ações que apresentam remuneração superior a 3% ao mês ao longo de 2026, especificamente a categoria dos
fundos monoação, que concentram investimentos em uma única companhia e acumularam ganhos de +28,02% nos nove primeiros meses do ano. Todavia, os
fundos de ações tiveram resgates líquidos de R$ 10,9 bilhões no mesmo período.
A classe dos
fundos multimercados, que unem tanto investimentos em renda fixa quanto em renda variável, soma rentabilidade média de +10,25% entre janeiro e setembro, ou seja, pouco mais de 1% ao mês. Também houve mais saques do que novos aportes nos
fundos multimercados no período, cuja saída líquida foi de R$ 9,3 bilhões.
“Mesmo em um ano desafiador, marcado por incertezas políticas e econômicas, a
indústria de fundos segue demonstrando resiliência, apoiada em categorias que têm conseguido responder a diferentes demandas dos investidores, seja por meio das rentabilidades favorecidas pelo atual patamar de juros, do acesso ao crédito ou de estruturas de menor custo, como os
ETFs”, afirma Pedro Rudge, diretor da Anbima.