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Ibovespa hoje recua mais de 1%, enquanto o dólar avança frente ao real, em meio à repercussão dos dados de inflação dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (14), o principal índice da Bolsa brasileira cai 1,61%, aos 203.552,55 mil pontos, enquanto a moeda norte-americana sobe 0,40%, cotada a R$ 5,04.
"Após um rali expressivo na semana anterior, impulsionado pelos resultados iniciais das urnas, os investidores agora optam pela realização de lucros. O acirramento da disputa presidencial traz de volta a atenção para os debates sobre a futura condução da política fiscal do país", diz Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad
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No mercado de commodities, o
petróleo registra alta de 1,27%, negociado a US$ 95,41. Já o mercado de fundos imobiliários acompanha o movimento negativo da Bolsa: o
IFIX perde 0,30%, aos 3.939,37 mil pontos. Entre as criptomoedas, o desempenho também é negativo. O
Bitcoin recua 1,13%, enquanto o
Ethereum apresenta queda mais acentuada, de 2,57%.
Veja como operavam as bolsas em Nova York:
O que mexe com o mercado
Os mercados acompanham nesta quarta-feira (14) uma combinação de fatores econômicos e políticos que influencia o humor dos investidores.
Nos Estados Unidos, o destaque é a inflação ao consumidor, enquanto, em Brasília, a atenção se volta à movimentação de Flávio Bolsonaro em apoio à PEC que prevê o fim da jornada 6x1 e à expectativa pela nova pesquisa Quaest sobre o segundo turno das eleições.
No cenário internacional, o núcleo do índice de preços ao consumidor dos EUA surpreendeu em setembro. O relatório, divulgado nesta manhã, mostrou alta de 0,6% no mês e avanço de 3,7% em 12 meses, colocando os dados inflacionários no centro das atenções do mercado.
"O núcleo acima do esperado e a aceleração em 12 meses jogam lenha na fogueira da preocupação com a inflação, que segue distante da meta de 2%, em especial pela gasolina", avaliou Vitor Kayo, economista sênior na Nomad.
Ele ainda acrescentou: "O payroll fraco de setembro, que veio abaixo da expectativa e trouxe revisões para baixo nos meses anteriores, é um alerta e merece atenção, mas ainda não indica uma tendência de enfraquecimento do mercado de trabalho, o que dependeria de mais dados de emprego fraco. A prioridade do Fed deve seguir sendo a inflação, o que reforça o argumento usado na alta de juros de setembro."
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