ETFs também pagam dividendos mensais na B3; veja os maiores em 2026

A presença dos fundos de índices na bolsa de valores brasileira cai no gosto popular dos investidores.

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Publicado em 16/10/2026 às 16:48h - Atualizado em 16/10/2026 às 16:49h Publicado em 16/10/2026 às 16:48h Atualizado em 16/10/2026 às 16:49h por Lucas Simões
ETFs ainda são 1% da indústria de fundos no Brasil, enquanto nos EUA ultrapassam os 30% (Imagem: Shutterstock)
ETFs ainda são 1% da indústria de fundos no Brasil, enquanto nos EUA ultrapassam os 30% (Imagem: Shutterstock)
Seja pela comodidade ou diversificação do patrimônio, os ETFs (fundos de índices listados em bolsa de valores) estão se tornando uma categoria tão popular entre os brasileiros quanto foi o caso dos fundos imobiliários. A cartada adotada pela B3 para isso foi permitir que ETFs aqui no Brasil pudessem distribuir dividendos.
O Investidor10 apurou que ao menos 18 ETFs listados na B3 pagam dividendos mensalmente aos seus cotistas, cujo lucro é gerado a partir das mais distintas origens: seja uma carteira diversificada de empresas brasileiras perenes, fundos de investimentos globais ou até dividendos sintéticos angariados com criptomoedas.
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Para quem achava que o universo dos ETFs aqui ainda se resume ao BOVA11, que simplesmente replica o desempenho do Ibovespa, está enganado.
A expectativa dos especialistas é que o processo de financial deepening no mercado de capitais brasileiro nos assemelhe ao comportamento do investidor americano. Lá nos EUA, os ETFs americanos respondem por 30% de toda a indústria de fundos de investimentos, enquanto aqui no Brasil os fundos de índices são apenas 1%. 
Em termos absolutos de dividend yield, o maior retorno com dividendos mensais em ETFs nos últimos 12 meses foi entregue pelo Buena Vista Ethereum High Income (ETHY11), com retorno de 32%. Tal fundo de índice gera proventos sintéticos a partir de uma estratégia arriscada com opções de Ethereum (ETH), a segunda criptomoeda mais valiosa do mundo.
Aliás, os ETFs de dividendos mensais que pagam os maiores retornos nos últimos 12 meses coincidem com a mesma estratégia de venda coberta de opções (covered calls) acoplada à alta volatilidade de criptoativos ou commodities. Isso gera caixa alto no curto prazo, mas reduz o potencial de valorização do preço da cota. 
Entre os ETFs de dividendos mensais com foco em empresas brasileiras boas pagadoras, as maiores taxas de dividend yield são entregues por Nu Ibovespa B3 BR+ (NDIV11) e Itaú IDIV (DIVD11), ao redor de 7% ao ano. As ações do Bradesco (BBDC4), Taesa (TAEE11) e Petrobras (PETR4) dominam as carteiras dos ETFs citados. 

Os 10 ETFs de dividendos mensais que mais pagam em 2026