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Eneva (ENEV3) aprovou um novo programa de recompra de ações que permitirá à companhia adquirir até 23.073.188 ações ordinárias de sua própria emissão. O volume corresponde a cerca de 1,19% do total de ações emitidas e aproximadamente 1,21% dos papéis em circulação no mercado. Segundo a empresa, a iniciativa busca maximizar a geração de valor aos acionistas por meio de uma alocação mais eficiente de capital.
O novo programa foi aprovado pelo Conselho de Administração em reunião realizada em junho e substituirá o plano anterior, que será encerrado em 5 de julho. O programa terá validade de até 18 meses, com prazo até 24 de dezembro de 2027. Atualmente, a companhia possui 1.909.013.912 ações em circulação e mantém 24.025.024 ações em tesouraria, o equivalente a cerca de 1,26% dos papéis em circulação.
De acordo com a Eneva, a recompra poderá ser realizada tanto por meio da aquisição direta de ações na B3, a preços de mercado, quanto pela celebração de contratos de derivativos com liquidação física ou financeira. A companhia afirma que a estratégia poderá proporcionar um eventual aumento da participação dos acionistas, caso os papéis mantidos em tesouraria sejam posteriormente cancelados.
No programa de recompra de 2025, a companhia adquiriu 26.926.812 ações ordinárias e celebrou contratos de derivativos referenciados em 6.244.400 ações. As ações recompradas poderão ser mantidas em tesouraria, canceladas, alienadas em bolsa ou destinadas aos programas de remuneração. Segundo a companhia, a execução da recompra dependerá da disponibilidade de recursos financeiros no momento das operações.
Com base nas demonstrações financeiras de março, a Eneva possuía R$ 379,6 milhões em reservas de capital e de lucros. O Conselho de Administração destacou ainda que o programa não comprometerá o cumprimento das obrigações com credores, nem afetará a estrutura de controle ou a administração da empresa.
Vale citar que a Eneva iniciou 2026 com avanço em seus resultados financeiros. Entre janeiro e março, a companhia registrou lucro líquido de R$ 527,7 milhões, valor 35,6% superior ao apurado no mesmo período do ano anterior.A receita operacional líquida somou R$ 4,68 bilhões no primeiro trimestre, alta de 5,9% na comparação anual.
Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 1,69 bilhão, avanço de 10,7% em relação aos três primeiros meses de 2025 e o maior resultado já registrado pela empresa para um primeiro trimestre. O resultado financeiro encerrou o trimestre com despesa líquida de R$ 431,7 milhões, montante 70,4% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.