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Eneva (ENEV3) registrou crescimento de 35% na geração líquida total de energia no segundo trimestre de 2026, impulsionada principalmente pelo maior despacho de suas usinas termelétricas para atender às necessidades do SIN (Sistema Interligado Nacional).
A companhia encerrou o período com 2.524 GWh de geração líquida, frente aos 1.870 GWh registrados no mesmo intervalo de 2025, enquanto a geração líquida dos ativos termelétricos avançou 46%, para 2.230 GWh.
O desempenho foi sustentado pelo maior acionamento das termelétricas, especialmente do Complexo Parnaíba, em um cenário de aumento dos despachos por ordem de mérito, além de operações voltadas ao atendimento de restrições operativas, exportação de energia para a Argentina e cumprimento de obrigações contratuais.
Entre os ativos, o Complexo Parnaíba respondeu pela maior parte da geração. As usinas produziram 1.288 GWh destinados à liquidação por CVU (Custo Variável Unitário), 410 GWh negociados no mercado de curto prazo, 96 GWh voltados à exportação e 45 GWh relacionados à inflexibilidade contratual da UTE Parnaíba VI.
Outro destaque foi a UTE Azulão I, que entrou na fase final de comissionamento antes da operação comercial. A usina concluiu com sucesso testes como o teste de operação contínua de 96 horas, encerrando o trimestre com 97 GWh de geração líquida, destinada exclusivamente às atividades preparatórias para o início da operação comercial.
Já a UTE Jaguatirica II registrou 157 GWh de geração líquida no trimestre, abaixo do volume observado um ano antes, refletindo a menor demanda por energia decorrente da sazonalidade da carga. A UTE Itaqui, por sua vez, gerou 15 GWh, com impacto de manutenções programadas que reduziram sua disponibilidade média para 28% no período.
Complexo solar sofre cortes e reduz geração
Na geração renovável, o Complexo Solar Futura 1 manteve elevada disponibilidade operacional, de 99%, mas foi impactado por restrições impostas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e pela menor incidência de radiação solar típica do segundo trimestre.
A geração frustrada por restrições operacionais somou 87 GWh, acima dos 69 GWh registrados no segundo trimestre de 2025 e dos 58 GWh do primeiro trimestre deste ano. Como consequência, a geração líquida do complexo recuou para 294 GWh, ficando abaixo dos níveis observados tanto no trimestre anterior quanto no mesmo período do ano passado.
No segmento de exploração e produção, a Eneva produziu 0,47 bilhão de metros cúbicos de gás natural no segundo trimestre, sendo 0,42 bcm provenientes do Complexo Parnaíba e 0,05 bcm da Bacia do Amazonas. O aumento da produção em Parnaíba foi impulsionado pela maior demanda das usinas termelétricas para atender ao SIN.