O presidente dos EUA, Donald Trump, questionou o resultado das eleições presidenciais de 2020 ao afirmar que a China interferiu no pleito vencido por Joe Biden. Em pronunciamento na Casa Branca, o republicano disse que documentos tornados públicos por seu governo apontariam uma suposta atuação chinesa no processo eleitoral. Pequim negou as acusações e disse que nunca interferiu em eleições de outros países.
"Eles demonstram que, ao longo de vários anos — começando durante o ciclo eleitoral de 2020 —, a República Popular da China realizou o que se acredita ser a maior violação de dados eleitorais da história, resultando na obtenção ilícita, por parte da China, de registros de 220 milhões de eleitores americanos", alegou Trump.
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, afirmou que as alegações feitas pelo presidente americano são "não tem base factual" e reiterou que o governo chinês adota uma política de não interferência nos assuntos internos de outras nações. Segundo o representante, Pequim nunca participou nem pretende participar das eleições dos Estados Unidos.
Durante o discurso, Trump afirmou que sua administração divulgou documentos produzidos entre janeiro de 2020 e junho de 2026, que, segundo ele, revelariam vulnerabilidades no sistema eleitoral americano. O presidente também declarou que a China teria obtido dados de cerca de 220 milhões de eleitores dos Estados Unidos, classificando o episódio como uma ameaça à democracia do país.
Além das acusações contra Pequim, Trump voltou a defender mudanças no sistema eleitoral dos Estados Unidos. Entre as propostas apresentadas está a aprovação de medidas para reforçar a identificação dos eleitores e a comprovação de cidadania durante o processo de votação.
As declarações ocorrem em um momento de atenção para as relações entre as duas maiores economias do mundo. Segundo autoridades chinesas, acusações sem fundamento não contribuem para a estabilidade das relações bilaterais, e o país voltou a pedir que Washington adote medidas que favoreçam uma convivência baseada no respeito mútuo.