Eleições 2026: Convenções partidárias já começaram; entenda

O período segue até 5 de agosto, conforme as regras da Justiça Eleitoral.

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Publicado em 21/07/2026 às 18:06h Publicado em 21/07/2026 às 18:06h por Elanny Vlaxio
Os encontros podem ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida (Imagem: Shutterstock)
Os encontros podem ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida (Imagem: Shutterstock)
As convenções partidárias das Eleições 2026 já estão em andamento e os partidos políticos e federações já podem realizar os encontros para definir oficialmente os candidatos que disputarão os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. O período segue até 5 de agosto.
Entenda como funciona
As convenções são reuniões internas das legendas destinadas à escolha dos candidatos e à deliberação sobre a formação de coligações para os cargos majoritários. 
Os encontros podem ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida, desde que respeitem as exigências previstas na legislação eleitoral e nas resoluções do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A aprovação em convenção é uma etapa obrigatória para que o candidato possa solicitar o registro da candidatura.
Além da definição dos nomes que disputarão as eleições de outubro, as legendas também registram em ata todas as deliberações tomadas durante os encontros. Essas informações devem ser encaminhadas à Justiça Eleitoral por meio do Sistema de Candidaturas, utilizado para o envio dos dados dos candidatos e dos respectivos números que constarão na urna eletrônica.
Neste ano, os eleitores escolherão presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, dois senadores por estado, além de deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Para participar da disputa, os partidos precisam ter seus órgãos de direção regularmente constituídos na respectiva circunscrição na data da convenção.
O avanço do calendário eleitoral também passa a ser acompanhado de perto pelo mercado financeiro. Em relatório divulgado nesta terça-feira (21), o JPMorgan destacou que o Brasil tende a entrar em um período de maior volatilidade à medida que a disputa presidencial ganha tração.
Segundo o estrategista Emy Shayo, embora o ambiente eleitoral costume elevar as oscilações dos ativos, o comportamento histórico do Ibovespa mostra que, após o primeiro turno, o índice frequentemente registra desempenho positivo, com alta média próxima de 10% entre outubro e o fim do ano em eleições anteriores. O banco ressalta, no entanto, que esse padrão histórico não representa garantia de repetição em 2026.