Gafisa (GFSA3): Ações caem 80% em 2026 e acionistas correm para mudar o comando
A gestora L4 Capital lidera um grupo com 8% do capital votante da Gafisa que pediu uma AGE para destituir o conselho fiscal da empresa.
💰 A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) permitiu que a Gafisa (GFSA3) realize uma assembleia extraordinária de acionistas, como originalmente programado, desde que retire da pauta um item envolvendo o fundo Esh Theta, informou a companhia nesta quarta-feira (7).
Segundo comunicação da CVM recebida pela Gafisa, o item a ser retirado da pauta da reunião cobrava cálculo de eventuais prejuízos “em decorrência de condutas imputadas” ao fundo e à gestora Esh Capital.
Na semana passada, a Gafisa informou que o fundo, detentor de mais de 5% das ações da companhia, fez novo pedido de assembleia geral extraordinária de acionistas para destituição do conselho de administração e proposição de ação de responsabilidade contra seus integrantes.
O último pedido do fundo para realização de assembleia foi feito no final do ano passado.
Na época, o ESH Theta Master afirmou que houve descumprimento de estatuto social, uma vez que uma aquisição de ações da empresa foi feita sem lançamento de oferta pública pelos papéis dos demais acionistas da companhia.
Segundo a Gafisa, o item na pauta sobre responsabilização do fundo será retirado, “mantendo inalterada as demais matérias”.
A companhia afirmou que o item que será retirado da pauta da assembleia foi proposto pelos fundos Estocolmo Multimercado Crédito Privado e Ravello, titulares de mais de 5% do capital votante da Gafisa.
A gestora L4 Capital lidera um grupo com 8% do capital votante da Gafisa que pediu uma AGE para destituir o conselho fiscal da empresa.
Além da mudança na presidência, o conselho também elegeu Taimir Barbosa para o cargo de diretora financeira e operacional.