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CSN (CSNA3) avançou em seu plano de desinvestimentos e iniciou o processo de venda de um pacote de ativos de infraestrutura, segundo informações publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Entre os ativos colocados à venda estão terminais portuários localizados no Rio de Janeiro, a participação da companhia na operadora ferroviária MRS e a Tora.
O movimento ocorre em meio à estratégia da companhia de reduzir seu endividamento por meio da alienação de ativos. Um dos principais focos desse plano é a venda da CSN Cimentos, iniciativa anunciada pela empresa em maio.
Segundo a publicação, a siderúrgica recebeu propostas não vinculantes para a divisão de cimento no início de maio. Quatro empresas avançaram para a etapa seguinte da disputa, sendo as brasileiras Votorantim e Polimix, além das chinesas Huaxin Cement e Sinoma International.
Agora, os interessados terão até 7 de agosto para apresentar propostas vinculantes pela operação. A expectativa é que a venda da CSN Cimentos gere entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões, acima da avaliação inicial de R$ 10 bilhões atribuída ao negócio. O valor potencial da transação supera inclusive o atual valor de mercado da CSN, estimado em R$ 8,02 bilhões.
Lembrando que a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 555 milhões no 1T26 (1º trimestre de 2026), reduzindo as perdas em 24,2% na comparação com o mesmo período de 2025, em meio à pressão dos preços do minério de ferro.
Mesmo com o resultado negativo na última linha do balanço, a CSN manteve uma operação bilionária em movimento. A receita líquida atingiu R$ 13,8 bilhões entre janeiro e março, enquanto o Ebitda ajustado, indicador que mede o desempenho operacional, somou R$ 2,5 bilhões no trimestre. A margem Ebitda ficou em 18,1%.