As ações da
Samsung (SSANLF) operavam em queda de 1,96% às 13h, no horário de Brasília, enquanto a companhia tenta evitar o que pode se tornar a maior greve de sua história. A fabricante sul-coreana e o sindicato que representa os trabalhadores decidiram estender as negociações e devem retomar as conversas nesta terça-feira (19).
A tensão cresce diante da ameaça de uma paralisação de 18 dias, prevista para começar na quinta-feira (21), envolvendo mais de 45 mil funcionários. O movimento preocupa autoridades e o mercado por causa do potencial impacto sobre a economia da Coreia do Sul e sobre as cadeias globais de suprimentos.
As novas rodadas de negociação acontecem depois do fracasso das conversas mediadas pelo governo sul-coreano na semana passada. Na ocasião, empresa e sindicato não chegaram a um acordo sobre salários e bônus. A Samsung, lembrando, responde por quase um quarto das exportações sul-coreanas.
Segundo representantes sindicais, a entidade seguirá “comprometida com negociações de boa fé”. Entre as reivindicações está o fim do teto de bônus equivalente a 50% dos salários anuais e a destinação de 15% do lucro operacional anual para um programa de participação nos resultados destinado aos trabalhadores, segundo a Reuters.
A Samsung, na outra ponta, propôs reservar entre 9% e 10% do lucro operacional anual para os bônus. De acordo com o sindicato, esse montante deve superar 200 trilhões de wons neste ano. A companhia, porém, pretende manter o limite atual de 50% para os pagamentos adicionais.