Em 1º balanço pós-privatização, lucro da Copasa (CSMG3) cai 5%
Companhia registrou lucro de R$ 275,5 milhões no segundo trimestre, queda de 4,8% na comparação anual.
No que depender dos analistas do Itaú BBA, a alta acentuada da Copasa (CSMG3) neste ano é só o começo. Eles elevaram o preço-alvo para as ações da companhia em 50%, de R$ 55,90 para R$ 82,50.
A decisão vem depois que a companhia foi privatizada pelo governo de Minas Gerais. Agora, o estado detém apenas 5% do capital social da companhia de saneamento básico.
Na análise do banco, a empresa opera em um modelo regulatório bastante lucrativo. Além disso, entende que ainda há municípios em MG que podem ser concedidos à Copasa, ampliando a área de atuação e, consequentemente, as receitas.
“Nossa principal conclusão é simples: a privatização não é o fim da história, mas o início de um novo ciclo de geração composta de valor”, diz o relatório. “Diferentemente de um ciclo tradicional de gastos de infraestrutura (capex), porém, a privatização cria condições para que os ganhos de eficiência sejam capturados simultaneamente”, complementa.
Há pouco menos de um ano, a projeção do Itaú era de que as ações chegassem aos R$ 43, já visando a privatização da marca. O negócio saiu do papel, então agora a projeção é ainda mais atrativa.
“A companhia está posicionada não apenas para expandir rapidamente sua base de ativos, mas também para gerar retornos acima da linha de base regulatória durante o período de maior alocação de capital”, conclui o documento.
Nesta quarta, a CSMG3 opera com alta de quase 1% na bolsa de valores, na faixa de R$ 54,35. Com isso, a empresa supera a casa de R$ 20 bilhões em valor de mercado.
Companhia registrou lucro de R$ 275,5 milhões no segundo trimestre, queda de 4,8% na comparação anual.
O resultado reflete a expansão da base de clientes da empresa, recém-privatizada.