Complexo de data centers do RJ ganha aporte de quase R$ 3 bilhões

Investimento do fundo Squared Capital reforça projeto que pretende transformar o Rio em polo global de inteligência artificial.

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Publicado em 10/06/2026 às 13:41h Publicado em 10/06/2026 às 13:41h por Wesley Santana
Data centers são infraestruturas para tecnologia em nuvem (Imagem: Shutterstock)
Data centers são infraestruturas para tecnologia em nuvem (Imagem: Shutterstock)

A prefeitura do Rio de Janeiro informou nesta quarta-feira (10) que recebeu um novo aporte para a construção do complexo de data centers. O Rio AI City será construído na Barra da Tijuca, dentro do Parque Olímpico.

O aporte desta vez é de US$ 550 milhões, que, na cotação atual, significa mais de R$ 2,8 bilhões para viabilizar o espaço. Os recursos serão pagos pelo fundo norte-americano Squared Capital, que negociou o aporte junto à Elea Data Centers, empresa que vai operacionalizar o serviço.

“No ano passado, nesse mesmo palco, há exatamente um ano, a Prefeitura apresentava o mais ousado e grandioso projeto de soberania digital do nosso país: o Rio AI City. Hoje a iniciativa avança, com o primeiro aporte do fundo. Com isso, o Rio de Janeiro vai se tornar o epicentro da conectividade, energia e logística estratégica do sul-global”, afirmou o prefeito carioca Eduardo Cavaliere.

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O anúncio foi realizado durante o Web Summit, evento que reúne grandes nomes da tecnologia na Cidade Maravilhosa. A expectativa é que a infraestrutura de data centers ganhe ainda mais novos aportes, alcançando um patamar de até US$ 10 bilhões.

O Rio foi selecionado para receber o aporte por se tratar de uma megalópole com cerca de 3 GW de energia disponível. No começo do funcionamento, os data centers devem consumir metade desse potencial até chegar ao maior nível, o que está previsto para acontecer até 2032.

“O Rio de Janeiro é uma cidade vibrante, inovadora e de características únicas. A Rio AI City nasce da inquietação de aproveitar este cenário para transformar a Cidade Maravilhosa em um grande polo de aceleração de inteligência artificial. Esse é mais do que um projeto de IA, é uma visão de longo prazo para posicionar o Rio no centro da transformação digital, combinando infraestrutura digital, capital humano, sustentabilidade e impacto positivo. Estamos construindo um ecossistema capaz de atrair investimentos, gerar oportunidades e trazer a cidade — e o Brasil — para o centro da agenda de desenvolvimento global”, afirmou Alessandro Lombardi, CEO e fundador da Elea Data Centers.