BTG Pactual dobra aposta em Embraer (EMBR3) e vê lucro dobrando em 2026

Apesar da melhora nos resultados, o banco destaca que a empresa ainda negocia com desconto frente aos concorrentes globais.

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Publicado em 01/07/2026 às 20:49h Publicado em 01/07/2026 às 20:49h por Matheus Silva
O banco estima um potencial de valorização de até 57% (Imagem: Shutterstock)
O banco estima um potencial de valorização de até 57% (Imagem: Shutterstock)
✈️ A Embraer (EMBR3) acumula anos de valorização expressiva, mas o BTG Pactual (BPAC11) acredita que o ciclo de ganhos ainda não chegou ao fim. 
O banco reiterou a recomendação de compra para os ADRs da fabricante brasileira negociados em Nova York e estima potencial de valorização de até 57% frente aos níveis atuais.
A tese se apoia em um conjunto de fatores que o BTG considera estruturalmente favoráveis, como a expansão da carteira de pedidos, recuperação gradual da cadeia de suprimentos, aceleração do ritmo de entregas de aeronaves e perspectivas positivas para as três divisões do negócio, aviação comercial, executiva e defesa. 
O banco também chama atenção para o fato de a empresa ainda negociar com desconto em relação aos principais concorrentes globais, apesar da melhora consistente dos resultados nos últimos trimestres.

Expansão militar abrem espaço para crescimento

Entre os catalisadores que o BTG enxerga para os próximos trimestres, três se destacam. O primeiro é a possibilidade de novos contratos nas áreas comercial e de defesa. 
O segundo é a continuidade das restrições de produção enfrentadas por Boeing e Airbus, que reduzem a oferta global de aeronaves e ampliam o poder de precificação da Embraer. 
O terceiro é a expansão dos orçamentos militares em diferentes países, tendência que favorece diretamente o cargueiro C-390 Millennium. Atualizações sobre a Eve, subsidiária focada em aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOL), também permanecem no radar dos investidores.

Receita pode alcançar US$ 9 bi em 2027

As projeções do BTG traçam um caminho de crescimento consistente para os próximos anos. A receita líquida deve avançar de US$ 7,37 bilhões em 2025 para US$ 8,32 bilhões em 2026 e alcançar US$ 8,99 bilhões em 2027. 
O Ebitda deve subir de US$ 881 milhões para US$ 995 milhões em 2026, superando US$ 1 bilhão em 2027. Já o lucro líquido pode praticamente dobrar entre 2025 e 2026, chegando a US$ 478 milhões.

BTG reconhece riscos, mas mantém visão positiva

O banco reconhece que a tese não está isenta de riscos. Gargalos persistentes na cadeia de fornecedores, atrasos na expansão da capacidade de produção dos jatos executivos, perda de contratos relevantes e uma eventual redução das tensões geopolíticas, que poderia desacelerar a expansão dos orçamentos militares globais, estão entre os fatores que poderiam comprometer o cenário projetado. 
Uma valorização expressiva do real frente ao dólar também poderia reduzir parte da competitividade das exportações da companhia.
Ainda assim, o BTG avalia que esses elementos não comprometem a perspectiva positiva para a fabricante. 
🚀 Os analistas destacam ainda que a Embraer não se tornou uma posição consensual entre investidores institucionais, o que preserva espaço para uma reprecificação adicional caso a empresa siga entregando crescimento operacional e ampliando sua carteira de pedidos nos próximos trimestres.