O Brasil registrou taxa de desemprego de 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O índice representa o menor nível da série histórica iniciada em 2012.
O resultado mostra queda em relação aos 6,6% observados no trimestre encerrado em janeiro deste ano e também recuo frente aos 7,2% registrados no mesmo período de 2025. O desempenho veio abaixo das projeções do mercado financeiro, que esperavam uma taxa maior de desocupação.
Com a melhora do mercado de trabalho, o número de desempregados caiu para cerca de 6,3 milhões. Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou novo recorde, chegando a aproximadamente 103,7 milhões de trabalhadores. O levantamento também apontou que o número de empregados com carteira assinada no setor privado subiu para 39,8 milhões, maior patamar já registrado pela pesquisa.
Além disso, a renda dos trabalhadores seguiu em alta. O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3.457, crescimento na comparação anual. Já a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 352 bilhões, renovando o recorde histórico da série. Segundo o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 37,7% da população ocupada, equivalente a cerca de 39,1 milhões de trabalhadores atuando sem vínculo formal.
Veja os destaques da pesquisa:
- Taxa de desocupação: 5,8%;
- Taxa de subutilização: 13,8%;
- População desocupada: 6,3 milhões;
- População ocupada: 102,3 milhões;
- População fora da força de trabalho: 66,5 milhões;
- População desalentada: 2,6 milhões;
- Empregados com carteira assinada: 39,3 milhões;
- Empregados sem carteira assinada: 13,3 milhões;
- Trabalhadores por conta própria: 26 milhões;
- Trabalhadores informais: 38,1 milhões.