'Brasil está mais perto da porta de saída', o que Haddad diz sobre tarifas de Trump

Segundo o ministro da Fazenda, nosso país é um dos melhores posicionados para lidar com o desarranjo global desencadeado pela guerra comercial

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Publicado em 09/04/2025 às 21:11h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h Publicado em 09/04/2025 às 21:11h Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h por Lucas Simões
Haddad destacou em evento realizado em São Paulo que o Brasil ficou com a taxação mínima de 10% sobre produtos destinados aos EUA (Imagem: Agência Brasil)
Haddad destacou em evento realizado em São Paulo que o Brasil ficou com a taxação mínima de 10% sobre produtos destinados aos EUA (Imagem: Agência Brasil)

🔥 Com uma metáfora de que o Brasil estaria mais próximo da porta de saída diante de um incêndio global por conta das tarifas comerciais recíprocas anunciadas pelo presidente americano Donald Trump no início de abril, é que o ministro da Fazenda Fernando Haddad explicou qual é a situação do país, durante evento realizado em São Paulo nesta terça-feira (8).

“Diante do incêndio, estamos mais perto da porta de saída”, afirmou o ministro do governo Lula ao participar do 11º Annual Brazil Investment Fórum do Bradesco BBI, braço de investimentos do Bradesco (BBDC4).

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Na interpretação de Haddad, as políticas protecionistas adotadas pela administração Trump na tentativa de promover a indústria americana e recuperar empregos no setor em detrimento de produtos importados a preços mais competitivos ao consumidor local resultado no "movimento brusco" vivenciado nos mercados financeiros globais. "É um solavanco grande demais para não ter consequência", afirmou.

O ministro também avalia que, mesmo diante da escalada da guerra comercial no mundo, os produtos produzidos no Brasil podem chegar mais baratos nos Estados Unidos, se comparados a produtos de outros países, ao destacar que tivemos a taxação mínima de 10%.

"O Brasil tem reservas cambiais, tem um saldo comercial bastante robusto, está colhendo uma super safra. E está com uma taxa de juros alta e crescendo", explicou Haddad aos que acompanharam o evento, que contou com a presença de expoentes da Faria Lima, centro financeiro da capital paulista.

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