Bradesco (BBDC4) lucra R$ 6,8 bilhões no 1T26 e soma nove trimestres no azul

Instituição financeira atinge ROAE de 15,8% no período, acima dos 14,4% apurados há um ano.

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Publicado em 06/05/2026 às 19:24h Publicado em 06/05/2026 às 19:24h por Lucas Simões
Inadimplência acima de 90 dias no BBDC4 segue estável em 4,2% no 1T26 (Imagem: Shutterstock)
Inadimplência acima de 90 dias no BBDC4 segue estável em 4,2% no 1T26 (Imagem: Shutterstock)
O Banco Bradesco (BBDC4) reportou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre do ano (1T26), alta de +16,1% ante igual período de 2025, conforme resultados divulgados nesta quarta-feira (8).
As receitas totais da instituição financeira foram de R$ 36,9 bilhões no trimestre, variação anual de +14%, diante da melhora de rentabilidade dos produtos oferecidos. O indicador fundamentalista ROAE teve taxa de 15,8% no 1T26, superando o retorno de 14,4% visto há um ano.
Só a margem financeira do Bradesco lhe rendeu R$ 20,05 bilhões no 1T26, variação anual de +16,4%, apesar do cenário desafiador de taxa Selic nas alturas. Logo, a carteira de crédito expandida ficou em R$ 1,09 trilhão no período, avanço de +8,4% na comparação anual.
"Considerando os benefícios da criação da Bradsaúde (SAUD3), apresentamos indicadores acima de dezembro de 2025. Tivemos ampliação da rede credenciada para atendimento aos clientes de seu plano efetivo no Mato Grosso", destaca a mensagem da administração. 
Por sua vez, a taxa de inadimplência acima de 90 dias dos clientes do banco ficou praticamente estável em 4,2% no 1T26, com ligeira alta de 0,1 ponto percentual. O Bradesco ainda vê degradação em suas linhas de financiamento destinadas ao agronegócio.
O Índice de Basileia, métrica fundamental para empresas do setor financeiro, teve taxa de 17,4% no 1T26, colocando o Bradesco em situação confortável, bem acima da taxa mínima de 11% exigida pelo Banco Central brasileiro. 
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em Bradesco (BBDC4) há dez anos, hoje você teria R$ 2.463,40, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 3.629,10 nas mesmas condições.