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Banco do Brasil (BBAS3) ganhou um alívio financeiro importante nesta sexta-feira (26), ao ser autorizado a adiar o pagamento de uma dívida bilionária ao Tesouro Nacional.
A renegociação já havia sido liberada pelo governo e foi formalmente autorizada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) nesta sexta-feira (26).
Relator do pedido do BB no TCU, o ministro Odair Cunha avaliou que a medida é importante para preservar a solidez financeira e a capacidade operacional da instituição diante de fatores como o aumento da inadimplência no agronegócio e as novas exigências regulatórias que elevaram as exigências de provisões bancárias.
Além disso, o ministro lembrou que o Banco do Brasil já vem adotando outras ações para manter-se sólido em meio a esse cenário desafiador. Entre elas, a
redução do payout para 30%, que afetou diretamente a distribuição de
dividendos para os acionistas.
Em comunicado, o BB reforçou que a repactuação da dívida com o Tesouro vai ajudar a preservar o seu capital principal neste momento de reorganização financeira.
"A medida integra o conjunto de ações prudenciais adotadas desde 2025, alinhadas ao Plano de Capital de médio prazo do BB", afirmou.
Como fica o pagamento?
O Banco do Brasil esperava quitar os R$ 4,1 bilhões que deve ao Tesouro Nacional por meio de quatro parcelas anuais de aproximadamente R$ 1 bilhão cada, pagas sempre no mês de julho.
📅 Porém, pediu para reduzir o valor da parcela que venceria no próximo mês e em julho de 2027, concentrando os pagamentos em 2028 e 2029, quando espera já ter se recuperado da crise do agronegócio.
A proposta do BB prevê a extensão do prazo de pagamento de R$ 1,8 bilhão dessa dívida e foi aprovada integralmente pelo TCU.
Dessa forma, o Banco do Brasil só terá que repassar R$ 100 milhões para o Tesouro neste ano e mais R$ 100 milhões em julho de 2027, em vez do R$ 1 bilhão previsto inicialmente.
Já em julho de 2028, deve cumprir o pagamento do R$ 1 bilhão já acordado. Em julho de 2029, deve efetuar o pagamento dos R$ 2,8 bilhões restantes de uma vez.
⚖️ Ao aprovar o novo cronograma, o ministro do TCU ressaltou que a proposta não altera o valor total remanescente de R$ 4,1 bilhões, nem o prazo final de pagamento (julho de 2029).
O TCU já havia liberado a Caixa Econômica Federal e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a ajustarem os cronogramas de pagamento de dívidas ao Tesouro.
Os recursos dizem respeito a empréstimos tomados pelos bancos junto ao Tesouro para reforçar o capital e viabilizar o financiamento de projetos de desenvolvimento social e infraestrutura nos governos Lula 2 e Dilma. Os empréstimos foram realizados por meio de títulos chamados de IHCD (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida).