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M. Dias Branco (MDIA3) registrou lucro líquido de R$ 169 milhões no segundo trimestre do ano (
2T26), recuo de -22% ante igual período de 2025. O indicador sofreu com custos milionários do Projeto Acelera, referentes à transferência de processos administrativos a prestador de serviços externo.
Já o Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ficou em R$ 284,4 milhões no 2T26, com margem de 10,5%. Tais números são bem menores que os respectivos saldos de R$ 344,9 milhões e margem de 12,7% apurados um ano antes, devido à pressão do diesel.
A receita líquida consolidada da M. Dias Branco permaneceu praticamente estável no 2T26 e somou R$ 2,69 bilhões, diante da redução de apenas -1% dos volumes nos mercados de biscoitos e massas, ainda que houve aumento na participação de mercado dos produtos.
Mesmo diante da redução dos preços médios em categorias ligadas às
commodities, o crescimento dos volumes, combinado à redução dos custos variáveis, resultou em expansão da margem bruta para 34,2%. A M. Dias Branco também engatou o seu quarto trimestre consecutivo de crescimento dos volumes vendidos, com montante de 477 mil toneladas vendidas.
"Mantivemos uma posição financeira sólida, suportada pela forte geração de caixa e pela ampliação da posição de caixa líquido, encerrando o trimestre com R$ 2,1 bilhões em caixa, R$ 767 milhões de caixa líquido, o dobro na comparação com o ano anterior, e a manutenção do Rating AAA", destaca a mensagem da administração.
O endividamento total da companhia era de R$ 1,45 bilhão ao final do 2T26, bem inferior ao saldo devedor de R$ 1,87 bilhão na comparação anual. Já o caixa líquido detinha R$ 2,1 bilhões, praticamente o dobro do que o apurado há um ano.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
M. Dias Branco (MDIA3) há dez anos, hoje você teria R$ 490,40, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 2.825,20 nas mesmas condições.