Banco aposta no MCMV e destaca ações que devem ganhar em 2026; veja quais

Em relatório, o banco afirma que o forte impulso do programa habitacional tende a continuar, apoiado tanto por possíveis ajustes nas regras.

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Publicado em 23/01/2026 às 15:33h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 23/01/2026 às 15:33h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Matheus Silva
Entre os destaques citados estão a Eztec e a Plano&Plano (Imagem: Shutterstock)
Entre os destaques citados estão a Eztec e a Plano&Plano (Imagem: Shutterstock)
🚨 O mercado imobiliário brasileiro começa 2026 com sinais claros de resiliência, especialmente no segmento de baixa renda. Segundo análise do BTG Pactual, o desempenho consistente do programa Minha Casa, Minha Vida deve seguir como principal sustentação do setor de construção civil ao longo do ano.
Em relatório, o banco afirma que o forte impulso do programa habitacional tende a continuar, apoiado tanto por possíveis ajustes nas regras do MCMV quanto por um orçamento ainda robusto dentro do FGTS. 
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Esse conjunto de fatores, na avaliação da casa, cria um ambiente favorável para a manutenção de margens elevadas e retornos atrativos para as construtoras focadas nesse público.
Ao longo de 2025, as empresas voltadas à baixa renda apresentaram resultados considerados saudáveis. De acordo com o BTG, a combinação de demanda sólida e financiamento abundante, já que o programa segue como prioridade do governo, permitiu que essas companhias ampliassem suas operações de forma consistente.
Os números reforçam esse cenário. Os lançamentos do segmento cresceram cerca de 15% em relação a 2024, enquanto a velocidade de vendas alcançou 53%, bem acima dos 43% observados nas faixas de média e alta renda. 
Além disso, os estoques permaneceram baixos, equivalentes a aproximadamente nove meses de vendas, o que favorece uma rotação mais rápida dos ativos e maior eficiência operacional.
Já no segmento de média e alta renda, o banco observa um contexto mais desafiador. O ambiente macroeconômico de 2025, marcado por juros elevados, continuou pressionando a capacidade de compra dos consumidores. Ainda assim, os indicadores operacionais não foram fracos. 
Entre as empresas listadas, os lançamentos avançaram 35% na comparação anual, enquanto as vendas líquidas cresceram 6%.
Esse desempenho resultou em uma velocidade de vendas de 43% no ano, patamar considerado saudável, embora cerca de cinco pontos percentuais abaixo do registrado em 2024. 
O BTG chama atenção, no entanto, para um sinal de alerta. Enquanto os lançamentos seguem com boa absorção, as vendas de estoques começaram a desacelerar, especialmente no segundo semestre de 2025, o que pode se tornar um ponto de atenção ao longo de 2026.
No recorte do quarto trimestre de 2025, o banco identificou alguma volatilidade nos números operacionais. Entre as construtoras de média e alta renda, houve desaceleração mais generalizada na velocidade de vendas e aumento de estoques ao final do ano. 
No Minha Casa, Minha Vida, por outro lado, o desempenho permaneceu sólido, mesmo com quedas pontuais.
📊 Entre os destaques citados pelo BTG estão a Eztec (EZTC3), no segmento de média e alta renda, e a Plano&Plano (PLPL3), na baixa renda. No acumulado de 2025, a casa também ressaltou a performance consistente da Cury (CURY3), como um dos principais nomes do setor.