Depois da Americanas e da Oi, Camille Faria assume crise da Casas Bahia
A varejista anunciou Camille Faria, ex-CFO da Americanas, para liderar as negociações com credores na recuperação judicial.
Considerada uma penny stock, o Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou ao mercado que recebeu uma notificação da B3 (B3SA3) nesta semana. A responsável pela bolsa de valores deu um prazo para que a empresa adeque suas ações ao valor mínimo permitido no balcão.
Com isso, a varejista tem até 1º de março de 2027 para encontrar uma solução para voltar a negociar acima de R$ 1 por papel. Atualmente, as ações performam na casa de R$ 0,75.
A diretoria da BHIA deve tentar encontrar uma solução para atender ao pedido da B3. Normalmente, as empresas que estão nessas condições optam por fazer um agrupamento, o que eleva o preço dos papéis imediatamente após a operação.
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A trajetória das Casas Bahia ganhou contornos bastante preocupantes nos últimos anos. Em 2020, no seu pico, os papéis chegaram a ser cotados em quase R$ 500.
Desde então, a empresa sofreu por causa da pandemia e, logo depois, se deparou com um ambiente de juros altos. Foi isso que fez a dívida da companhia disparar e, no mês passado, a fez entrar em recuperação extrajudicial com dívidas de R$ 17 bilhões.
Atualmente, a empresa tem cerca de R$ 760 milhões em valor de mercado, com uma queda de 75% apenas neste ano.
A varejista anunciou Camille Faria, ex-CFO da Americanas, para liderar as negociações com credores na recuperação judicial.
Decisão pode ser revista caso a varejista não apresente os documentos em 30 dias.