Azul (AZUL3) reduz prejuízo ajustado para R$ 44,4 mi no 1º trimestre de 2026

A companhia também registrou redução nos custos ligados ao combustível.

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Publicado em 07/05/2026 às 09:52h Publicado em 07/05/2026 às 09:52h por Elanny Vlaxio
A taxa de ocupação consolidada  cresceu no trimestre (Imagem: Shutterstock)
A taxa de ocupação consolidada  cresceu no trimestre (Imagem: Shutterstock)
A Azul (AZUL3) reduziu seu prejuízo líquido ajustado no 1º trimestre de 2026, encerrando o período com perdas de R$ 44,4 milhões. Segundo a companhia, o trimestre foi marcado por demanda aquecida, fortalecimento das receitas auxiliares e melhora operacional em diferentes áreas do negócio.
A empresa também registrou avanço em seus indicadores operacionais no primeiro trimestre de 2026. O Ebitda, somou R$ 1,7 bilhão, alta de 22,6% na comparação anual. Com isso, a margem Ebitda da companhia avançou 5,4 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025, alcançando 31,1%. Já a receita operacional totalizou R$ 5,5 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 1,4% na base anual.
A receita operacional foi impulsionada principalmente pelas operações de passageiros, cargas e pelas unidades “beyond-the-metal”, que representaram 23% do RASK (receita por assento-quilômetro disponível) da empresa no período. A receita de cargas e outras operações somou R$ 422,6 milhões, avanço de 12,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, diz a companhia.
A Azul também registrou redução nos custos ligados ao combustível. O valor médio por litro caiu 10,7%, para R$ 3,91, enquanto o consumo total de combustível recuou 4,5% no período. No balanço patrimonial, a companhia encerrou março com caixa e equivalentes de caixa de R$ 2,088 bilhões, acima dos R$ 991,6 milhões registrados ao fim de 2025. O ativo total somou R$ 31,1 bilhões.
Os indicadores operacionais também mostraram evolução no trimestre. O RASK atingiu R$ 43,94 centavos, alta de 4,3% na comparação anual, enquanto o PRASK ficou em R$ 40,54 centavos, crescimento de 3,5%. Já o CASK (custo operacional por total de assentos-quilômetro oferecidos) recuou 5,7%, para R$ 35,55 centavos.
A taxa de ocupação consolidada  cresceu no trimestre, com destaque para as rotas internacionais, que alcançaram 86%, alta de 3,3 pontos percentuais frente ao primeiro trimestre de 2025.  Além disso, atualmente, a Azul opera mais de 800 voos diários para 135 destinos, com uma frota operacional próxima de 180 aeronaves e mais de 14 mil tripulantes.