Brasil quer emitir mais renda fixa no exterior; saiba o novo limite

Atualmente, o Tesouro Nacional só pode captar o saldo limite cumulativo de US$ 100 bilhões.

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Publicado em 27/07/2026 às 18:29h Publicado em 27/07/2026 às 18:29h por Lucas Simões
Desde 2004, o Brasil já soma US$ 97,4 bilhões em títulos soberanos (Imagem: Shutterstock)
Desde 2004, o Brasil já soma US$ 97,4 bilhões em títulos soberanos (Imagem: Shutterstock)
Milhões de poupadores já se habituaram a emprestar dinheiro ao governo brasileiro por meio do Tesouro Direto, plataforma voltada ao investidor pessoa física. Mas, o Brasil tem a necessidade de emitir parte de sua dívida em moedas estrangeiras e agora o Tesouro Nacional tem que ampliar o limite cumulativo de US$ 100 bilhões.
A proposta do governo federal encaminhada ao Senado no último dia 22 de julho de 2026 pedia a substituição do modelo atual para um teto anual de US$ 35 bilhões, visto que os títulos soberanos já emitidos praticamente já esgotaram o limite.
Conforme dados destacados pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o Brasil já acumula, desde 2004 até abril de 2026, cerca de US$ 97,4 bilhões em títulos de renda fixa emitidos em moedas estrangeiras, especialmente em dólar americano.
"O Tesouro Nacional solicita que o atual inciso I do artigo 2º da Resolução nº 7, de 2024, seja modificado para considerar a liberação anual de US$ 35 bilhões, ou seu equivalente em outras moedas, colocados de uma só vez ou parceladamente, a título de limite a ser estabelecido para operações de emissão e de administração de passivos no exterior, em substituição ao teto histórico vigente de US$ 100 bilhões", escreveu Ceron, em justificativa ao Senado. 
Afinal de contas, o governo brasileiro quer intensificar sua posição de títulos soberanos na composição da Dívida Pública Federal, dos atuais 3,8% para até 7%, como forma de diminuir a dependência do Tesouro Selic.
Desde o início de 2026, o Brasil já deixou claro os seus planos em relação às suas emissões de renda fixa no exterior, que retomam a oferta de dívida brasileira na Europa, além de estrear o acesso direto dos títulos soberanos brasileiros na China. 
Justamente nessa estreia dos títulos cambiais brasileiros na China, apelidados de "Panda Bonds", o Tesouro Nacional planeja captar 5 bilhões de yuans, cifra equivalente a quase US$ 750 milhões.