Apex Partners, sócia da CVC (CVCB3), pede proteção contra dívida de R$ 985 milhões

Empresa pretende renegociar débitos após forte aumento do endividamento nos últimos 18 meses.

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Publicado em 10/08/2026 às 09:46h Publicado em 10/08/2026 às 09:46h por Wesley Santana
Apex é uma gestora de investimentos com diversos fundos (Imagem: Divulgação)
Apex é uma gestora de investimentos com diversos fundos (Imagem: Divulgação)

A gestora de investimentos Apex Partners entrou com um pedido de pré-recuperação judicial. A empresa —que não tem ligação com a Apex Capital— pede proteção contra dívidas que somam mais de R$ 985 milhões.

O documento enviado à Justiça solicita um prazo de 30 dias para que a companhia aperte os cintos para voltar a pagar seus credores. Caso aceito, todos os débitos vencidos nas próximas semanas poderão ser renegociados pela gestora dentro de um processo de recuperação judicial oficial.

Na semana passada, a empresa já havia afastado alguns dos principais gestores. O fundador Antonio Kulning Cinelli e o CFO Eduardo Siqueira deixaram as cadeiras executivas.

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Tudo começou depois que a empresa apurou inconsistências financeiras. A atual gestão pretende contratar uma auditoria externa para apurar o caso.

A Apex viu uma aceleração no endividamento dos últimos dois anos. Estima-se que, em 18 meses, as dívidas mais que dobraram, conforme destacou por meio de comunicado.

Só neste primeiro semestre de 2026, a empresa alega ter contraído cerca de R$ 300 milhões em novos débitos. A maior parte da dívida, porém, está relacionada à emissão de debêntures que somam mais de R$ 450 milhões.

A Apex é uma gestora de investimentos bastante conhecida no país, com participações em diversos ativos. A empresa possui 15% da CVC (CVCB3), por exemplo, empresa que também passa por um mau momento na bolsa de valores.

Já no mercado imobiliário, coordena diversos fundos, como o Apex Malls (APXM11), que é responsável por parte do Shopping Vitória, no Espírito Santo. Desde o começo deste ano, o FII acumula um prejuízo de 42%, conforme dados da B3.

BTG rescinde contratos

Um dos principais bancos de investimentos do país, o BTG Pactual já se mexeu para tentar se proteger de eventuais calotes. Também na semana passada, a instituição rescindiu um contrato que tinha com a Apex e ainda bloqueou saques no fundo de investimentos ligado à gestora.

Estima-se que o FIDC BRM Carbyne Crédito Estruturado tenha cerca de R$ 148 milhões sob gestão, sendo só uma parte dos R$ 1,3 bilhão que a empresa teria circulando no mercado. O banco diz que o bloqueio se deu por causa da liquidez do fundo, considerando que os pedidos de saque superaram o total de possíveis resgates.