Como fazer o dinheiro trabalhar para você?
Publicado em 31/03/2024
Investir em TSLA é uma forma de se expor a uma das empresas mais acompanhadas do mercado global, especialmente por investidores interessados em tecnologia, carros elétricos, inteligência artificial, baterias, energia renovável e inovação.
A Tesla deixou de ser apenas uma montadora de veículos elétricos e passou a ser analisada pelo mercado como uma companhia que combina indústria automotiva, software, armazenamento de energia, automação, robótica e soluções ligadas à transição energética.
Mas antes de comprar ações da Tesla, é importante entender o que a empresa faz, como suas ações são negociadas, quais fatores influenciam o preço de TSLA, quais são os riscos envolvidos e quais caminhos o investidor brasileiro pode usar para acessar esse ativo.
Neste artigo, você entenderá como comprar ações da Tesla, quais indicadores acompanhar, os riscos do investimento e como monitorar o desempenho da companhia pelo Investidor10.
A Tesla é uma empresa americana fundada em 2003 e conhecida mundialmente pela fabricação de veículos elétricos.
No entanto, com o passar dos anos, a companhia ampliou seu campo de atuação e passou a desenvolver também baterias, sistemas de armazenamento de energia, soluções solares, softwares de direção assistida, infraestrutura de recarga, inteligência artificial e projetos ligados à robótica.
A empresa tem sede nos Estados Unidos e suas ações são negociadas na Nasdaq, uma das principais bolsas de valores do mundo, sob o código TSLA.
Apesar de ser lembrada principalmente por modelos como Model 3, Model Y, Model S, Model X e Cybertruck, a Tesla não deve ser analisada apenas como uma fabricante de automóveis.
Parte relevante da tese de investimento em TSLA envolve a capacidade da empresa de expandir seus negócios para áreas como armazenamento de energia, direção autônoma, robotáxis e robôs humanoides.
Na prática, a Tesla atua em um mercado bastante competitivo. De um lado, enfrenta montadoras tradicionais, como Ford, General Motors, Volkswagen, Toyota, Hyundai e outras empresas globais que aceleraram seus investimentos em veículos elétricos.
De outro, disputa espaço com companhias chinesas de rápido crescimento, como BYD, NIO, XPeng e Li Auto, além de empresas de tecnologia e inteligência artificial.
Por isso, o investidor que deseja comprar ações da Tesla precisa entender que a empresa está inserida em uma combinação de setores: automotivo, tecnologia, energia, inteligência artificial e consumo discricionário. Essa mistura ajuda a explicar por que TSLA costuma ter grande visibilidade no mercado, mas também elevada volatilidade.
TSLA é o ticker das ações ordinárias da Tesla negociadas na Nasdaq. O ticker funciona como um código de identificação usado nas bolsas de valores para facilitar a negociação dos ativos. Assim como no Brasil empresas são negociadas por códigos como PETR4, VALE3 ou ITUB4, nos Estados Unidos a Tesla é negociada pelo código TSLA.
Ao comprar TSLA, o investidor adquire uma participação acionária na Tesla Inc. Isso significa que ele passa a ter exposição ao desempenho da companhia, podendo ganhar dinheiro com a valorização das ações ou perder dinheiro caso o preço dos papéis caia.
As ações TSLA são negociadas em dólar. Portanto, para o investidor brasileiro que compra o papel diretamente no exterior, o retorno final depende de dois fatores principais:
Por exemplo, se as ações da Tesla se valorizam em dólar, mas o dólar cai frente ao real, o ganho convertido para reais pode ser menor.
Por outro lado, se TSLA sobe e o dólar também se valoriza, o retorno em reais pode ser potencializado.
Essa característica é muito importante para quem busca diversificação internacional, mas também adiciona uma camada extra de risco.
Além das ações negociadas diretamente na Nasdaq, o investidor brasileiro também pode acessar a Tesla por meio do BDR TSLA34, negociado na B3.
O BDR é um recibo lastreado em ações da empresa no exterior. No caso da Tesla, o TSLA34 permite investir na companhia sem abrir conta em uma corretora internacional.
A resposta depende do perfil do investidor, dos objetivos financeiros, do horizonte de investimento e da forma como a Tesla se encaixa dentro da carteira.
A Tesla é uma empresa de crescimento. Isso significa que grande parte da sua atratividade está ligada à expectativa de expansão futura, inovação, ganho de escala, aumento de margens e desenvolvimento de novas fontes de receita.
O mercado não avalia a TSLA apenas pelo que a empresa entrega hoje, mas também pelo que ela pode se tornar nos próximos anos.
Esse ponto é positivo quando a companhia consegue superar expectativas. Se a Tesla aumenta vendas, melhora margens, amplia sua liderança tecnológica, avança em direção autônoma, cresce em energia e demonstra capacidade de gerar caixa, o mercado pode precificar a ação de forma mais favorável.
Por outro lado, empresas de crescimento também costumam sofrer bastante quando há frustração. Caso as entregas de veículos desacelerem, as margens caiam, a concorrência pressione preços ou projetos como robotáxis e inteligência artificial demorem mais do que o esperado para gerar receita relevante, a ação pode passar por fortes correções.
Portanto, comprar ações da Tesla pode fazer sentido para investidores que aceitam maior volatilidade e acreditam no potencial de longo prazo da empresa. No entanto, dificilmente TSLA será adequada para quem busca previsibilidade, baixa oscilação ou renda recorrente por dividendos.
Antes de investir, é importante comparar Tesla com outras alternativas disponíveis no mercado. O investidor pode avaliar se prefere comprar TSLA diretamente, investir via BDR TSLA34, buscar ETFs que tenham Tesla na carteira ou diversificar entre várias empresas de tecnologia e consumo global.
Também vale lembrar que nenhuma ação deve ser comprada apenas por popularidade. A Tesla é uma empresa muito conhecida, mas isso não elimina a necessidade de análise.
O investidor deve observar fundamentos, valuation, riscos, concorrência, resultados financeiros, nível de endividamento, geração de caixa e perspectivas de crescimento.
A Tesla não é conhecida por pagar dividendos. Na prática, ela utiliza o lucro obtido em cada período, para financiar seu próprio crescimento, não antecipando pagamento de dividendos em dinheiro no futuro previsível.
Isso significa que o investidor que compra TSLA não deve ter como principal objetivo o recebimento de renda passiva.
A tese de investimento na Tesla está muito mais relacionada à valorização das ações ao longo do tempo do que à distribuição periódica de lucros.
Essa característica é comum em empresas de crescimento. Em vez de distribuir caixa aos acionistas, companhias desse tipo costumam reinvestir seus recursos em:
No caso da Tesla, o reinvestimento é especialmente relevante porque a empresa atua em áreas que exigem muito capital e inovação constante.
Produzir veículos, desenvolver baterias, investir em inteligência artificial, construir fábricas e ampliar capacidade de armazenamento de energia são iniciativas que demandam recursos elevados.
Para investidores focados apenas em dividendos, TSLA certamente não será a melhor alternativa. Nesse caso, talvez faça mais sentido buscar empresas maduras, com lucros mais previsíveis e histórico consistente de distribuição.
Já para quem busca crescimento de capital e aceita maiores oscilações, a ausência de dividendos pode ser compreensível dentro da estratégia da empresa.
Antes de comprar ações da Tesla, o investidor precisa observar um conjunto de fatores que ajudam a entender a qualidade da empresa, o preço da ação e os riscos envolvidos.
Crescimento das entregas de veículos
O número de veículos entregues é um dos indicadores mais acompanhados pelo mercado. Como a maior parte da receita da Tesla ainda vem do negócio automotivo, a capacidade de vender mais carros continua sendo fundamental para a companhia.
Além do volume total, é importante analisar a composição das vendas. Modelos de maior margem podem contribuir mais para o lucro, enquanto cortes de preços podem impulsionar volume, mas pressionar a rentabilidade.
Margens da operação automotiva
A Tesla já foi muito valorizada por apresentar margens superiores às de muitas montadoras tradicionais. No entanto, é preciso considerar que a competição no mercado de veículos elétricos aumentou, especialmente com a presença de fabricantes chinesas.
Quando a empresa reduz preços para defender participação de mercado, pode vender mais unidades, mas ganhar menos retorno por veículo. Por isso, o investidor deve acompanhar a margem bruta automotiva, a margem operacional e a evolução dos custos de produção.
Margens em queda podem indicar pressão competitiva. Margens estáveis ou em recuperação podem sugerir ganho de eficiência, melhora de escala ou maior poder de precificação.
Concorrência no mercado de veículos elétricos
A Tesla foi pioneira em popularizar os veículos elétricos, mas hoje enfrenta um ambiente mais disputado. Montadoras tradicionais estão ampliando suas linhas elétricas, enquanto empresas chinesas competem com preços agressivos e ciclos rápidos de inovação.
Esse cenário exige que a Tesla continue inovando, reduzindo custos e mantendo uma marca forte. Caso contrário, pode perder participação em mercados importantes, como China, Europa e Estados Unidos.
A competição também pode afetar o valuation da companhia. Se o mercado passar a enxergar a Tesla mais como uma montadora tradicional e menos como uma empresa de tecnologia, os múltiplos pagos pelas ações podem diminuir.
Avanços em direção autônoma e inteligência artificial
Parte da tese otimista para TSLA está ligada ao potencial de software, inteligência artificial, direção autônoma e robotáxis. A ideia é que, no futuro, a Tesla possa gerar receitas não apenas vendendo carros, mas também monetizando tecnologia embarcada, serviços recorrentes e soluções de mobilidade autônoma.
Esse potencial é grande, mas também incerto. O desenvolvimento de direção autônoma depende de tecnologia, regulação, segurança, aceitação do consumidor e execução. Portanto, o investidor precisa separar expectativa de realidade.
Projetos de alto impacto podem gerar valorização expressiva se forem bem-sucedidos. Porém, se atrasarem ou não se mostrarem economicamente viáveis, podem frustrar o mercado.
Negócio de energia
Além dos veículos, a Tesla atua em geração e armazenamento de energia, incluindo produtos como baterias estacionárias e soluções para residências, empresas e redes elétricas.
Esse segmento pode se beneficiar da expansão das energias renováveis e da necessidade de armazenamento para estabilizar sistemas elétricos. À medida que energia solar e eólica ganham espaço, soluções de bateria podem se tornar cada vez mais relevantes.
Para o investidor, é importante acompanhar se o segmento de energia cresce com rentabilidade e se consegue se tornar uma fonte material de receita e lucro para a Tesla.
Valuation da ação
Mesmo uma excelente empresa pode ser um investimento ruim se comprada a um preço muito alto. Por isso, avaliar o valuation de TSLA é essencial.
Como a Tesla costuma negociar com múltiplos elevados em relação a montadoras tradicionais, o mercado embute expectativas relevantes de crescimento. Isso significa que a empresa precisa continuar entregando resultados consistentes para justificar sua avaliação.
Indicadores como preço/lucro, preço/vendas, EV/EBITDA, margem operacional, fluxo de caixa livre e crescimento de receita podem ajudar na análise. No entanto, é importante comparar esses múltiplos com o potencial de crescimento e com os riscos do negócio.
Câmbio
Para brasileiros, o câmbio é um fator relevante:
Isso pode ser positivo para diversificação internacional, mas também pode aumentar a volatilidade em reais. A ação pode subir em dólar e cair em reais caso o câmbio se mova em sentido contrário, ou vice-versa.
Governança e dependência de Elon Musk
A Tesla é fortemente associada à figura do seu CEO, Elon Musk. Para alguns investidores, sua liderança é uma grande vantagem competitiva, pela capacidade de inovação, execução e comunicação. Para outros, representa um risco, já que a imagem pública e as decisões do executivo podem influenciar a percepção do mercado.
O investidor deve avaliar a governança da companhia, a dependência da liderança, a comunicação com acionistas e a capacidade da empresa de executar sua estratégia de forma consistente.
Para comprar ações da Tesla diretamente na bolsa americana, o investidor brasileiro precisa abrir conta em uma corretora internacional que permita acesso à Nasdaq.
O processo costuma ser simples, mas exige atenção a custos, câmbio, tributação e segurança.
1. Escolha uma corretora internacional
O primeiro passo é escolher uma corretora que ofereça acesso ao mercado americano. Existem corretoras estrangeiras que atendem brasileiros e também instituições brasileiras com plataformas internacionais.
Antes de abrir conta, avalie pontos como reputação, regulação, custos de corretagem, taxa de câmbio, spread, facilidade de uso, atendimento, variedade de ativos, relatórios fiscais e segurança da plataforma.
Também é importante verificar se a corretora permite investir em ações individuais, ETFs, REITs e outros ativos internacionais, caso o investidor queira diversificar além da Tesla.
2. Faça o cadastro e envie seus documentos
Depois de escolher a corretora, será necessário abrir a conta. Normalmente, o processo é digital e exige informações pessoais, endereço, documento de identificação e dados fiscais.
As corretoras também solicitam o preenchimento de formulários relacionados à condição de investidor estrangeiro.
Nessa etapa, é muito importante preencher tudo corretamente, pois inconsistências podem atrasar a abertura da conta ou gerar problemas futuros.
3. Transfira dinheiro para a conta internacional
Com a conta aprovada, o investidor precisa enviar recursos para o exterior. Esse envio pode ser feito por remessa internacional, câmbio integrado na própria corretora ou plataformas parceiras.
Ao transferir dinheiro, observe o câmbio utilizado, o spread, eventuais tarifas, IOF e prazo de liquidação. Pequenas diferenças de custo podem impactar o retorno, especialmente em aportes recorrentes.
O valor transferido será convertido de reais para dólares, moeda usada para comprar TSLA na Nasdaq.
4. Acesse a plataforma e busque pelo ticker TSLA
Após o dinheiro estar disponível na conta, basta acessar a plataforma da corretora e pesquisar pelo ticker TSLA.
Antes de comprar, confira se você está olhando a ação correta: Tesla Inc., negociada na Nasdaq, em dólar. Também vale observar cotação, gráfico, volume, preço de mercado e informações básicas sobre o ativo.
5. Defina o valor ou a quantidade de ações
O investidor pode comprar uma quantidade inteira de ações ou, em algumas corretoras, frações de ações. A compra fracionada pode ser útil para quem deseja investir valores menores, já que ações americanas podem ter preços unitários elevados.
Antes de enviar a ordem, defina quanto da sua carteira será destinado à Tesla. Como TSLA é uma ação volátil, é prudente evitar concentração excessiva.
6. Revise os dados e confirme a compra
Antes de confirmar, revise ticker, quantidade, preço, tipo de ordem, valor total e eventuais custos. Depois da execução, as ações passam a aparecer na carteira da corretora.
A partir daí, o investidor deve acompanhar seus investimentos, guardar comprovantes e manter controle das compras para fins de Imposto de Renda.
7. Acompanhe os resultados da Tesla
Comprar a ação é apenas o começo. O investidor deve acompanhar os resultados trimestrais, comunicados ao mercado, entregas de veículos, margens, fluxo de caixa, guidance, projetos estratégicos e mudanças no cenário competitivo.
A própria Tesla divulga seus documentos e resultados em sua página de relações com investidores.
O investidor brasileiro também pode investir na Tesla sem abrir conta no exterior, por meio do BDR TSLA34, negociado na B3.
BDR é a sigla para Brazilian Depositary Receipt. Na prática, trata-se de um certificado negociado no Brasil que representa ações de uma empresa estrangeira. No caso do TSLA34, o investidor compra um recibo lastreado em ações da Tesla.
A grande vantagem do BDR é a praticidade. O investidor consegue comprar exposição à Tesla usando sua conta em uma corretora brasileira, em reais, dentro do ambiente da B3.
1. Abra conta em uma corretora brasileira
Para comprar TSLA34, o investidor precisa ter conta em uma corretora brasileira habilitada a operar na B3.
Caso ainda não tenha conta, basta escolher uma corretora autorizada, fazer o cadastro, enviar documentos e aguardar a aprovação.
2. Transfira recursos para a corretora
Depois da conta aberta, transfira dinheiro da sua conta bancária para a conta da corretora. O investimento será feito em reais, sem necessidade de enviar recursos ao exterior.
Essa é uma das principais diferenças em relação à compra direta de TSLA na Nasdaq. No BDR, o investidor não precisa fazer remessa internacional.
3. Acesse o home broker ou aplicativo da corretora
Com o dinheiro disponível, entre no home broker ou no aplicativo da corretora e busque pelo código TSLA34.
É importante conferir se o ativo selecionado é realmente o BDR da Tesla. Como existem muitos BDRs disponíveis na B3, digitar o ticker corretamente evita erros.
4. Defina a quantidade de BDRs
Escolha quantos BDRs deseja comprar. O valor investido dependerá da cotação do TSLA34 no momento da ordem.
Vale lembrar que a cotação do BDR reflete não apenas o desempenho da ação TSLA nos Estados Unidos, mas também a variação cambial e a relação de paridade entre BDR e ação estrangeira.
5. Escolha o tipo de ordem
Assim como nas ações brasileiras, é possível enviar uma ordem a mercado ou uma ordem limitada.
Na ordem a mercado, a compra ocorre pelo melhor preço disponível. Na ordem limitada, o investidor define o preço máximo que aceita pagar pelo BDR.
Para quem busca maior controle, especialmente em momentos de volatilidade, a ordem limitada pode ser mais adequada.
6. Confirme a operação
Antes de confirmar, revise o código TSLA34, a quantidade, o preço, o valor total e os custos envolvidos.
Após a execução, o BDR aparecerá na sua carteira da corretora brasileira. A liquidação segue as regras do mercado brasileiro.
7. Acompanhe o investimento
Depois de comprar TSLA34, acompanhe tanto a cotação do BDR na B3 quanto o desempenho da ação TSLA nos Estados Unidos.
Também é recomendável acompanhar indicadores da Tesla, resultados trimestrais, notícias relevantes e dados do mercado de veículos elétricos.
Investir em TSLA envolve riscos relevantes. Embora a Tesla seja uma empresa inovadora e muito acompanhada, suas ações podem oscilar fortemente.
TSLA é uma ação conhecida por grandes variações de preço. Notícias sobre entregas, margens, resultados, declarações de executivos, mudanças regulatórias e expectativas sobre inteligência artificial podem gerar movimentos expressivos.
Essa volatilidade pode ser desconfortável para investidores iniciantes ou para quem não tem horizonte de longo prazo.
A Tesla costuma negociar com múltiplos superiores aos de montadoras tradicionais. Isso significa que o mercado precifica expectativas elevadas de crescimento e inovação.
Se a empresa não entregar os resultados esperados, a ação pode sofrer forte reprecificação. Em empresas com valuation elevado, pequenas frustrações podem gerar grandes quedas.
O mercado de veículos elétricos está cada vez mais competitivo. Empresas chinesas, montadoras tradicionais e novos entrantes disputam espaço com a Tesla.
Essa competição pode pressionar preços, reduzir margens e exigir investimentos constantes em tecnologia e produção.
Grande parte da tese de Tesla envolve inovação. Isso inclui direção autônoma, inteligência artificial, robótica, baterias, software e energia.
O risco é que alguns desses projetos demorem mais do que o esperado ou não gerem o retorno projetado. Quando expectativas de longo prazo estão embutidas no preço da ação, atrasos podem afetar a cotação.
Veículos autônomos, inteligência artificial, segurança veicular, emissões, incentivos fiscais e produção industrial são áreas sujeitas a regulação.
Mudanças regulatórias podem afetar custos, demanda, aprovação de tecnologias e expansão internacional.
Para o investidor brasileiro, tanto TSLA quanto TSLA34 possuem exposição ao dólar. Isso pode ajudar na diversificação, mas também pode aumentar a volatilidade em reais.
Mesmo que a empresa vá bem, uma variação cambial desfavorável pode afetar o retorno final.
Por ser uma empresa muito conhecida, alguns investidores acabam concentrando demais a carteira em Tesla. Isso aumenta o risco específico.
Uma carteira saudável geralmente combina diferentes classes de ativos, setores, países e estratégias. TSLA pode fazer parte de uma carteira diversificada, mas dificilmente deve ser o único investimento de um investidor.
As ações da Tesla podem fazer sentido para o longo prazo, desde que o investidor entenda os riscos e tenha convicção fundamentada na tese da empresa.
No longo prazo, a Tesla pode se beneficiar de tendências importantes, como eletrificação da frota global, crescimento da demanda por baterias, expansão de energias renováveis, desenvolvimento de inteligência artificial, automação e novos modelos de mobilidade.
Se a empresa conseguir manter a liderança tecnológica, ampliar margens, crescer em energia e transformar projetos como direção autônoma e robotáxis em negócios rentáveis, TSLA pode continuar sendo uma ação relevante para investidores de crescimento.
Por outro lado, o longo prazo não elimina riscos. A Tesla pode enfrentar concorrência intensa, queda de margens, desafios de produção, problemas regulatórios, frustrações em projetos de tecnologia e mudanças na percepção do mercado.
Por isso, investir em TSLA para o longo prazo exige acompanhamento. Não basta comprar e ignorar. O investidor deve revisar periodicamente resultados, a evolução da tese e o peso da ação na carteira.
Também é muito importante lembrar que longo prazo não significa comprar a qualquer preço. Mesmo empresas excelentes podem gerar retornos ruins quando adquiridas em momentos de valuation excessivamente elevado.
Uma estratégia possível é realizar aportes graduais, evitando colocar todo o capital de uma vez. Isso pode reduzir o risco de entrar em um momento de preço desfavorável.
Investir em TSLA é uma forma de participar de uma das empresas mais inovadoras e acompanhadas do mercado global, com atuação em segmentos como veículos elétricos, inteligência artificial, armazenamento de energia e robótica.
No entanto, antes de investir, é fundamental analisar os fundamentos da companhia, acompanhar seus resultados financeiros e compreender os fatores que podem influenciar o desempenho de suas ações.
Para o investidor brasileiro, existem duas formas de investir na Tesla: comprar as ações TSLA diretamente na Nasdaq, por meio de uma corretora internacional, ou investir no BDR TSLA34, negociado na B3, sem a necessidade de abrir uma conta no exterior.
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