Xi Jinping e Putin se reúnem em cúpula vista como ‘anti-EUA’

Líderes de China e Rússia participam de encontro da Organização de Cooperação de Xangai.

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Publicado em 31/08/2026 às 17:05h Publicado em 31/08/2026 às 17:05h por Wesley Santana
Líderes asiáticos tem nas mãos duas das maiores economias do mundo (Imagem: Shutterstock)
Líderes asiáticos tem nas mãos duas das maiores economias do mundo (Imagem: Shutterstock)

O presidente da China, Xi Jinping, se reuniu, nesta segunda-feira (31), com o líder russo Vladimir Putin. Eles participaram juntos da cúpula anual da Organização de Cooperação de Xangai, apelidada de cúpula ‘anti-Estados Unidos’.

A agenda aconteceu na cidade de Bishkek, capital do Quirguistão, na Ásia Central. Em declaração conjunta depois da reunião, os líderes defenderam uma ordem mundial.

"A cooperação estratégica entre Rússia e China constitui um modelo de relações entre Estados", disse Putin. "As inovações digitais, incluindo as tecnologias de inteligência artificial, também estão abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento econômico de nossos países", continuou.

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A OCX, como é chamada, hoje é formada por 10 países membros, todos aliados de Pequim. São eles: China; Rússia; Índia; Irã; Belarus; Paquistão; Cazaquistão; Quirguistão; Tajiquistão; Uzbequistão.

O presidente do Irã, inclusive, comentou sobre a guerra que se reiniciou neste domingo. Masoud Pezeshkian destacou que não há interesse em prolongar o conflito contra os EUA, já que não traz nenhum benefício para seu país.

"Continuamos nos esforçando para encontrar um caminho de acordo e entendimento e consideramos que a continuidade da guerra não é do nosso interesse nem do interesse da região", afirmou o iraniano. "Acreditamos que a solução para os problemas existentes está no diálogo e no entendimento e que todos os recursos devem ser mobilizados para evitar a expansão da insegurança e do conflito", acrescentou.

A Cúpula foi criada em 2001 com um grupo pequeno de países, mas hoje já representa 40% da população global e quase 25% da economia mundial. Para muitos analistas, o grupo pode se tornar uma antítese aos Estados Unidos, no contexto de mudanças nas relações diplomáticas e econômicas de Washington com o mundo.

“Os líderes da SCO tentarão fazer desta cúpula algo grandioso para que Donald Trump entenda que existe poder do outro lado da ordem global”, afirmou Temur Umarov, pesquisador do Carnegie Russia Eurasia Center.

Xi vai à Índia para Brics, Lula fica no Brasil 

Depois da cúpula, o próximo compromisso do presidente chinês é na Índia. Ele vai participar da 18ª reunião de Cúpula do Brics, grupo econômico que inclui o Brasil, em Nova Deli.

Estima-se que a comitiva chinesa deva conter cerca de 400 pessoas, entre políticos e empresários. Essa é a primeira vez que Jinping desembarca no país nesta década.

Neste ano, o presidente Lula decidiu não ir à reunião para focar na sua campanha à reeleição. Em seu lugar, será enviado o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.