✂️ Vários bancos de investimento reduziram as projeções de lucro da empresa, para incorporar um cenário mais desafiador à frente.
Além disso, o Safra e o Itaú BBA cortaram o preço-alvo para as ações da empresa, por entender que o espaço para a reavaliação do papel diminuiu.
Resultados
📉 O resultado caiu 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado, pressionado pela queda da demanda por projetos de geração solar no Brasil e pela desvalorização do
dólar, que achatou a receita externa.
Para o Itaú BBA, o primeiro trimestre mostrou um ambiente operacional mais difícil e "definiu o tom do ano". O Safra reforçou que o resultado ficou abaixo do esperado e acredita que o próximo balanço ainda será fraco.
Para o Safra, os resultados da Weg podem até começar a melhorar no segundo semestre, apoiados por bases de comparação mais fáceis e pela expansão da fábrica de transformadores de Betim, Minas Gerais. Porém, essa recuperação será gradual.
A avaliação é de que a empresa segue em um processo de transição operacional, que limita uma retomada mais rápida dos resultados, e ainda deve enfrentar custos elevados de matérias-primas, além de pressão tarifária nos Estados Unidos, no semestre.
As projeções
Diante desse cenário, os bancos cortaram a projeção para o lucro líquido da Weg em 2026.
Na Safra, a cifra caiu 10,7%, para R$ 6,089 bilhões. Já no Itaú BBA, foi de R$ 6,6 bilhões para R$ 6 bilhões.
A expectativa é, portanto, que a companhia tenha neste ano um resultado de 4,5% a 5,9% menor que o de 2025, quando lucrou R$ 6,376 bilhões.
As projeções para a receita e o Ebitda também caíram e os bancos ainda mostraram preocupação com os resultados de 2027.
O Safra explicou que parte relevante do ganho projetado com a expansão de capacidade da Weg deve aparecer só a partir do terceiro trimestre de 2027, empurrando uma parcela do crescimento antes esperada para 2027 para 2028.
Preço-alvo
Dada a perspectiva de resultados mais fracos, os bancos não veem muito espaço para as ações da Weg avançarem na B3.
Por isso, o preço-alvo para o papel também caiu, de R$ 57,40 para R$ 53,60 no Safra e de R$ 50 para R$ 48 no Itaú BBA.
A avaliação do Safra combina crescimento mais fraco no curto prazo, além de margens pressionadas e a avaliação de que a ação já embute parte importante da qualidade operacional da companhia.
Recomendação
Diante desse entendimento, o Safra mantém uma recomendação neutra para as ações da Weg.
Já o Itaú tem uma postura de compra, por acreditar que a Weg segue posicionada para entrar em uma nova fase de crescimento a partir de 2027.
O BTG Pactual, que já havia cortado as projeções para o lucro da Weg no início da semana, também recomenda a compra e explica:
"Embora 2026 ainda possa apresentar motivos para cautela, acreditamos que a trajetória de crescimento da Weg deve se beneficiar de novos ventos favoráveis e recuperar o fôlego a partir de 2027".
Para o BTG, entre esses catalisadores estão o aumento de capacidade, a resolução dos impasses tarifários com os Estados Unidos, o próximo leilão de baterias do Brasil e a execução da carteira de encomendas construída nos últimos meses.