A revisão reflete margens consideradas excepcionalmente fortes no segundo trimestre de 2026, que o banco avalia que devem permanecer elevadas também no terceiro trimestre.
Para a Vibra, o preço-alvo passou de R$ 34 para R$ 41 por ação. Para a Ultrapar, a elevação foi de R$ 27 para R$ 34. O banco manteve recomendação overweight (equivalente à compra) para a Vibra e equal-weight (desempenho em linha com o mercado) para a Ultrapar.
Margens do setor se expandem mais rápido do que o esperado
Segundo os analistas, a tese de expansão das margens do setor está se concretizando em ritmo mais acelerado do que o projetado.
A combinação entre a volatilidade dos preços do
petróleo e as condições específicas do mercado brasileiro permitiu que as distribuidoras capturassem margens significativamente acima da média no trimestre.
Com base em dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e da
Petrobras (PETR4), o Morgan Stanley estima Ebitda médio de aproximadamente R$ 425 por metro cúbico (m³) no segundo trimestre, com picos entre R$ 470 e R$ 510/m³ em determinados momentos do período.
Embora espere uma normalização quando a volatilidade do petróleo diminuir e os subsídios aos combustíveis forem encerrados, o banco acredita que esse processo será gradual, mantendo a rentabilidade do terceiro trimestre acima dos padrões históricos.
Ebitda da Vibra sobe 33% nas estimativas
Diante desse cenário, o Morgan Stanley elevou suas estimativas de Ebitda para 2026 em 33% para a Vibra e 26% para a Ultrapar. No caso da Vibra, a projeção de margem de distribuição foi elevada para R$ 295/m³, ante estimativa anterior de R$ 213/m³.
Para a Ultrapar, a previsão passou para R$ 300/m³, também acima dos R$ 213/m³ anteriormente projetados.
Vibra segue preferida com possibilidade de dividendos maiores
Apesar da visão positiva para as duas companhias, o Morgan Stanley mantém a Vibra como sua favorita no setor. O banco projeta potencial de valorização de cerca de 25% para a ação, superior aos aproximadamente 12% estimados para a Ultrapar.
Entre os fatores que sustentam a preferência pela Vibra, o banco destaca a maior exposição ao negócio de distribuição de combustíveis, a relação risco-retorno considerada mais favorável e o potencial de redução da alavancagem por meio de eventuais desinvestimentos em ativos não estratégicos, o que poderia abrir espaço para uma política de
dividendos mais generosa.