Vale (VALE3): Balanço decepciona no papel, mas não muda tese do mercado

Analistas destacam Ebitda e fluxo de caixa no 4T25; Bancos mantêm recomendação de compra.

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Publicado em 13/02/2026 às 11:57h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 13/02/2026 às 11:57h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Wesley Santana
Vale negocia a cerca de 4,8 vezes EV/Ebitda em 2026 (Imagem: Shutterstock)
Vale negocia a cerca de 4,8 vezes EV/Ebitda em 2026 (Imagem: Shutterstock)

A Vale (VALE3) teve um quarto trimestre bem distante do esperado por grande parte dos bancos e corretoras de investimentos. Conforme relatório divulgado nesta quinta-feira (12), a mineradora ampliou seu prejuízo em quase 5 vezes, totalizando uma baixa de US$ 3,8 bilhões no período.

Para muita gente, o número é negativo logo de cara, mas tem quem veja uma luz no fim do túnel. Isso porque a situação se deu no contexto de baixas contábeis, sem quedas na produção e no Ebitda, que são dois dos indicadores também avaliados na hora de fazer recomendações de investimentos.

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“O trimestre foi marcado por uma produção sólida tanto na divisão de metais ferrosos quanto na de metais básicos. Em relação aos custos, o trimestre foi impactado pela desvalorização do real, resultando em custos C1 mais altos (embora esperados). A geração de fluxo de caixa livre foi forte, atingindo US$ 1,7 bilhão, e a dívida líquida expandida diminuiu para US$ 15,6 bilhões”, diz relatório do Itaú BBA.

Essa visão é corroborada por outros bancos, que mantiveram a recomendação de compra para os papéis, entendendo que o resultado do 4T25 não muda a tese de investimentos da Vale. É o caso do Goldman Sachs, que reiterou a recomendação de compra para os ADRs da companhia, fixando o preço-alvo em US$ 18.

Leia mais: Vale (VALE3) amarga US$ 3,8 bi de prejuízo no 4T25, mas reduz dívida e cumpre guidances

"Após conversas com investidores globais, nossa percepção é de que a tese da Vale ainda é geralmente vista como construtiva, sustentada por 1) uma visão menos pessimista para o minério de ferro (semelhante ao achatamento da curva a termo do minério de ferro); 2) a visão de que a Vale representa uma alternativa atraente às grandes empresas de cobre, que são mais caras; e 3) o bom momento operacional da empresa”, aponta o Goldman Sachs.

Nesta sexta (13), as ações da empresa abriram o pregão com baixa de quase 2%, refletindo o humor do mercado em relação ao documento publicado na véspera. No entanto, alguns analistas sustentam que a baixa deve ser temporária e até um bom momento para colocar o ativo na carteira.

“O número fica feio no papel, talvez muitos investidores abram vendendo, mas acreditamos que até o fim do dia reverta e a Vale deve fechar em alta”, afirma Phill Soares, da Option Research, em entrevista ao Valor.